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Aumento de estupro de crianças e adolescentes em Valinhos expõe falta de educação sexual nas escolas

(foto: ag brasil)

O aumento alarmante de 77,7% nos casos de estupro de vulneráveis em Valinhos neste ano, conforme revelado pela imprensa local, com base em informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, aponta para a necessidade de uma política pública que leve informações sobre o tema a escolas, famílias e toda a comunidade, de acordo com Léo Pinho (PT), candidato a prefeito de Valinhos.

No primeiro semestre de 2024, foram registradas 18 ocorrências de estupro na cidade, sendo 16 delas contra vulneráveis, o que representa um aumento de 77,7% em relação ao mesmo período de 2023, quando foram registrados 14 estupros, sendo 9 de vulneráveis. “Esse tipo de crime vem acompanhado ainda do aumento da letalidade no trânsito e na quantidade de furtos na cidade. É uma prova de como Valinhos, sob a gestão da Capitã Lucimara, não teve nenhum planejamento em segurança e para proteger nossas crianças. Precisamos de políticas públicas e ações que levem informações aos menores”, diz.

Estudos comprovam que a educação sexual nas escolas desempenha um papel crucial na prevenção, fornecendo conhecimento e promovendo a reflexão sobre saúde sexual e relacionamentos. Profissionais capacitados têm um papel fundamental na identificação de casos de abuso e no apoio às vítimas. “Infelizmente, a implementação efetiva da educação sexual enfrenta desafios de ordem cultural e política, porém é essencial para uma sociedade mais inclusiva e consciente. O combate ao abuso infantil não se resume apenas à punição legal, mas também ao fortalecimento por meio da educação”, completa Léo.

No dia 13 de agosto,, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), lançaram o relatório “Panorama da Violência Letal e Sexual contra Crianças e Adolescentes no Brasil”, que apresenta um quadro estarrecedor da situação em todo o país. O documento revela que, mais de 15 mil crianças e adolescentes até 19 anos foram mortos no Brasil de forma violenta. Nesse período, cresceu a proporção de mortes causadas por intervenção policial.

No caso de Valinhos, um dado do relatório chama a atenção e corrobora com o que foi noticiado. Segundo o relatório, de 2017 a 2020, 81% das vítimas de estupro e estupro de vulnerável tinham até 14 anos, com a maioria dos casos envolvendo meninas. No Brasil, meninas de 10 a 14 anos representam 47% das vítimas de estupro, enquanto 59% dos meninos vítimas desse crime têm até 9 anos. (Com informações de divulgação)

Carta Campinas

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