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Mostra de Cinema Paraguaio exibe 6 longas que retratam diferentes períodos históricos

(cena de Cuchillo de palo)

Em São Paulo – A Mostra de Cinema Paraguaio acontece do dia 24 ao dia 26 de agosto, sempre às 17h e às 19h no Museu da Imagem e do Som de São Paulo. Ao todo, serão exibidas seis produções, realizadas a partir de 2006, e que retratam diferentes períodos históricos do país pelo olhar de seis diferentes realizadores. As sessões são gratuitas, e os ingressos devem ser retirados com uma hora de antecedência na bilheteria do Museu.

Entre os títulos, estão “Hamaca Paraguaya”, destaque da Mostra Um Certain Regard do Festival de Cannes, e o longa “La Redención”, que teve sua estreia internacional no 13º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, como parte da programação “Contemporâneos” do Festival. Além das sessões no Museu da Imagem e do Som de São Paulo, os filmes da Mostra de Cinema Paraguaio vão circular pelas 120 cidades parceiras do Pontos MIS – programa de difusão cultural do MIS – por todo o estado de São Paulo, até 30 de novembro. (Com informações de divulgação)

Confira a programação completa abaixo:

24 de agosto, quinta-feira

Hamaca Paraguaya | 17h – Auditório MIS 

(Dir. Paz Encina, Paraguai/Argentina, 2006, 80 min, 10 anos) 

Em 1935, num lugar remoto do Paraguai, o casal de idosos Cândida e Ramón espera pelo filho que foi lutar na Guerra do Chaco. Faz muito calor, e eles também anseiam por chuva, que foi anunciada, mas nunca chega, assim como o vento, que nunca sopra. Ele corta cana, ela cuida da casa e o cachorro nunca para de latir. Os dois continuam esperando por tempos melhores. Ramón é otimista, Cândida acredita que o filho já esteja morto. 

La Redención | 19h – Auditório MIS 

(Dir. Hérib Godoy, Paraguai, 2018, 118 min, 10 anos) 

1991. José, um ex-combatente da Guerra do Chaco, descobre que tem uma doença terminal, no mesmo dia em que recebe a visita da jovem neta de Díaz, um ex-companheiro seu desaparecido há muitos anos. Na procura por Díaz, eles visitam muitos companheiros no interior do Paraguai. Uma viagem cheia de lembranças, anedotas, dores e sonhos: um reflexo da humanidade dos homens que enfrentaram a difícil realidade da guerra e da vida. 

25 de agosto, sexta-feira  

Mangoré, por amor al arte | 17h – Auditório MIS 

(Dir. Luis R. Vera, Paraguai, 2015, 93 min, 14 anos)

Autor de mais de 300 composições, Agustín Barrios, também conhecido como Mangoré, é considerado um dos maiores guitarristas da América Latina. Alternando cenas entre o jovem e o adulto Mangoré, entre o ser humano e o caráter cênico que ele criou, o filme cria um retrato impressionista desse ser aventureiro e boêmio e das paixões que o inspiraram. 

Guaraní | 19h – Auditório MIS 

(dir. Luis Zorraquin, Paraguai/Argentina, 2016, 118 min, Livre) 

Atilio mora com sua neta Iara. Seu grande desejo é ter um neto para transmitir a cultura Guarani. Quando descobre que a mãe de Iara, Helena, está grávida, decide fazer uma longa viagem e atravessar fronteiras, com o objetivo de convencer Helena a dar à luz na terra Guarani. A longa viagem vai fazer Atilio e Iara compreenderem o verdadeiro significado das tradições e dos laços familiares. 

26 de agosto, sábado 

Jubentú | 17h – Auditório MIS 

(Dir. Ricardo Morínigo, Paraguai, 2021, 92 min, Livre) 

Três histórias paralelas com um tema comum: tornar-se adulto em um mundo cruel e competitivo. Alejandro faz trinta anos parecendo muito longe de seus sonhos, então entra em ação: decide invadir um posto de gasolina para conseguir o dinheiro necessário para sua fábrica de geleias. Ele é ajudado por Juanse, seu melhor amigo, cuja esposa luta por uma merecida promoção em um supermercado, mas seu chefe tenta trocar a promoção de emprego por sexo. Coco, prima de Alejandro, é agredida e enfrenta os Barra Bravas do bairro para recuperar seus pertences, entre eles seu celular com imagens íntimas de sua namorada. 

Cuchillo de palo | 19h – Auditório MIS 

(Dir. Renate Costa, Paraguai, 2010, 91 min, 16 anos) 

“De todos os meus tios, Rodolfo foi o único que não quis ser ferreiro como meu avô: queria ser bailarino. A busca pelos rastros de sua vida me levou a descobrir que, na década de 1980, no Paraguai da ditadura Stroessner, Rodolfo foi incluído na lista dos ‘108 homossexuais’, preso e torturado. A história de Rodolfo revela uma parte da história oculta e silenciada do meu país.” Em “Cuchillo de palo”, duas gerações se enfrentam cara a cara, e o resultado permite que cada um de nós entenda seu lugar no mundo. 

Serviço | Mostra de Cinema Paraguaio

Local: Auditório MIS | Museu da Imagem e do Som (MIS)

Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo

Data: 24 a 26.08, às 17h e às 19h

Ingresso: gratuito (retirada com uma hora de antecedência na bilheteria do MIS) 

Classificação: de acordo com cada filme 

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