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Unir todos os esforços para aumentar o orçamento da saúde em 2023

Por Alexandre Padilha

Milhares de procedimentos médicos foram represados durante a pandemia da Covid-19, atendimentos básicos em saúde, consultas com especialistas, exames, cirurgias e até diagnósticos e tratamentos de pacientes com câncer. Esses procedimentos foram adiados enquanto estados e municípios direcionaram seus esforços para combater a maior crise social e sanitária, a maior tragédia humana, que nosso país já enfrentou.

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Passados mais de dois anos e meio da pandemia, com a redução do número de casos e mortes da doença graças a vacinação da população, esperávamos que todos esses atendimentos pudessem acontecer da maneira mais célere possível e, principalmente, da forma como a população precisa.

Mas, ao invés de garantir mais investimentos para solucionar essa situação e aliviar esse sofrimento de milhares de brasileiros, o governo Bolsonaro encaminhou ao Congresso Nacional sua proposta para o Orçamento de 2023 onde retira 42% dos investimentos, cortando recursos de programas essenciais para o acompanhamento da saúde, como o programa Farmácia Popular que atende a mais de 21 milhões de pessoas.

A proposta, além de diminuir a capacidade do SUS em realizar esses atendimentos necessários, vai sobrecarregar ainda mais o sistema, que vai ter que dar conta da demanda rotineira e dos atendimentos represados.

Por isso, no próximo ano, presidente, governadores e deputados federais eleitos têm a tarefa de garantir a missão social da saúde e assegurar um orçamento digno e um programa emergencial para tirar o atraso dos procedimentos, acelerar os diagnósticos e tratamentos de cânceres e outras doenças que só crescem a cada dia que passa, reduzir o tempo de espera para exames e cirurgias e manter os recursos para o pleno funcionamento da Farmácia Popular.

Aumentar o orçamento da saúde, facilitar diagnósticos e tratamentos, reduzir filas de espera para cirurgias e outros procedimentos de alta complexidade é a missão número um daqueles que acreditam que, apesar da redução dos casos e mortes por Covid-19, a emergência pública sanitária ainda não acabou.

A Covid-19 tirou a vida de mais de 600 mil brasileiros e deixou milhares de vítimas com sequelas. Essas pessoas estão em sofrimento e têm suas vidas afetadas diariamente com o atraso dos serviços médicos e hospitalares.

Um governo comprometido com a melhoria da qualidade de vida da sua população é aquele que coloca a saúde pública como prioridade no orçamento, com esforços para atender as demandas, mas, não só isso, também tem cuidado com as pessoas. Precisamos unir todos os nossos esforços para cuidar do nosso povo.

*Alexandre Padilha é médico, professor universitário e deputado federal (PT-SP). Foi Ministro da Coordenação Política no governo Lula, da Saúde no governo Dilma e Secretário da Saúde na gestão Fernando Haddad na cidade de SP.

Carta Campinas

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