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O número de mortos confirmados pela desigualdade social e pelas chuvas no Grande Recife e outras regiões chegou a 100. Segundo dados divulgados no início da tarde desta terça(31) pela Secretaria de Defesa Social do estado, ainda há 16 pessoas desaparecidas. Enquanto recursos são gastos com cachês milionários para cantores sertanejos, não há investimento pesado em políticas públicas de habitação segura para população de baixa renda. Isso faz com que famílias vivam em áreas de risco, a mercê de tragédias, que tendem a se intensificar com o aquecimento global. No início do ano foi em Petrópolis.
O número de mortos no Recife deve subir para 116, visto que entre as pessoas que estão sendo procuradas, 14 foram soterradas após deslizamentos, e outras duas foram levadas por enxurradas. Cães farejadores têm sido utilizados em locais de deslizamentos.
O trabalho de resgate continua em bairros como Vila dos Milagres (zona oeste do Recife); Areeiro (na cidade de Camaragibe); Paratibe (no município de Paulista); Jardim Monte Verde (limite entre Recife e Jaboatão dos Guararapes); Curado IV (Jaboatão); além da região central de Jaboatão. O governo pernambucano informou ainda que 6.198 pessoas estão desabrigadas.
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