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Itinerância da 34ª Bienal de São Paulo destaca questões indígenas com a força ancestral dos cantos Tikmũ’ũn

A partir do próximo dia 26/4 estará aberta a “Itinerância da 34ª Bienal de São Paulo – Faz Escuro mas Eu Canto”, que poderá ser vista de terça a sexta, das 9h às 21h, e aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h, com entrada gratuita.

Obra de Hanni Kamaly durante a 34a Bienal de São Paulo. © Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo

Até o dia 31/7, uma seleção especial de obras pensadas pela equipe curatorial da Bienal para o contexto de Campinas estará em exposição no Galpão Multiuso da Unidade. Nesta edição, a concepção curatorial também trouxe elementos – enunciados – que não são obras de arte, mas que possuem histórias marcantes, capazes de sugerir leituras às obras dispostas ao seu redor.

A curadoria recorreu a esses itens para alcançar uma linguagem capaz de delinear os campos de força criados pelo encontro de obras produzidas e, também, convidar os visitantes a pensarem a respeito desses temas que perpassam a colonização, o racismo e as questões indígenas.

Itinerância da 34ª Bienal de São Paulo – Faz Escuro, Mas Eu Canto – créd. Marcelo Camacho – foto de obra de Jaider Esbell

Em Campinas, por exemplo, o tema do enunciado é “Cantos Tikmũ’ũn”. Os tikmũ’ũn, também conhecidos como maxakali, são um povo indígena originário de uma região localizada entre os atuais estados de Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo. Após inúmeros episódios de violência e abusos, eles foram forçados a abandonar as suas terras ancestrais. Seus cantos organizam a vida nas aldeias, representando os elementos de seu cotidiano: plantas, animais, lugares, objetos e saberes. A exposição concebida ao redor deste enunciado traz à tona o poder do canto, tanto no sentido literal, quanto metafórico, e o exemplo dos tikmũ’ũn como comunidade. 

Obras de Gustavo Caboco durante a 34a Bienal de São Paulo. © Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo

Abel Rodríguez (Colômbia), Adrián Balseca (Equador), Alice Shintani (Brasil), E.B. Itso (Dinamarca), Frida Orupabo (Noruega), Gala Porras-Kim (Colômbia), Gustavo Caboco (Brasil), Hanni Kamaly (Noruega), Jaider Esbell (Brasil), Sebastián Calfuqueo, (Chile), Sung Tieu (Vietnã) e Victor Anicet (Martinica) são os artistas que terão as suas obras expostas no Galpão Multiuso do Sesc Campinas.

Exposição de Frida Orupabo no Museu Afro Brasil, parte da rede da 34ª Bienal de São Paulo. 03/09/2021 © Edouard Fraipont / Museu Afro Brasil

Artes Visuais :: ITINERÂNCIA DA 34ª BIENAL DE SÃO PAULO – FAZ ESCURO MAS EU CANTO

Horários para visitação:

A partir do dia 26/4.

De terça a sexta, das 9h às 21h.

Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h.

Galpão Multiuso. Grátis. Livre.

O e-mail para agendar, a partir de 26/4, a visitação de escolares e instituições é agendamentobienal.campinas@sescsp.org.br.

Artistas com obras expostas no Sesc Campinas

Abel Rodríguez (Colômbia)

Adrián Balseca (Equador)

Alice Shintani (Brasil)

E.B. Itso (Dinamarca)

Frida Orupabo (Noruega)

Gala Porras-Kim (Colômbia)

Gustavo Caboco (Brasil)

Hanni Kamaly (Noruega)

Jaider Esbell (Brasil)

Sebastián Calfuqueo (Chile)

Sung Tieu (Vietnã)

Victor Anicet (Martinica)

(Carta Campinas com informações de divulgação)

Cultura Carta

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