Escritora Sarah Valle lança seu novo livro ‘Mãos’ e relança ‘Arquitetura do Sim: fragmentos de um diário da Ásia’

O Espaço Cultural Fêmea Fábrica, em Campinas, realiza no sábado (26/03), o lançamento do novo livro da escritora campineira Sarah Valle, “Mãos”, publicado pela Editora 7Letras, e o relançamento de seu livro “Arquitetura do Sim: fragmentos de um diário da Ásia”, em segunda edição. O evento contará com um bate-papo com a autora, às 18h, com participação das convidadas Ana Elisa Penteado e a poeta e crítica literária Jhenifer Silva. Os livros autografados estarão à venda no local.

Sarah Valle (Foto: Divulgação)

Sarah Valle é poeta, escritora e mestra em Estudos da Tradução pela Universidade de São Paulo. Escreveu as novelas Arquitetura do Sim: fragmentos de um diário da Ásia (Editora Cozinha Experimental, 2018 / Editora 7Letras, 2021) e O Espelho d’Água (Editora Medita, 2015) com o apoio de bolsas de Criação Literária do ProAC.

Sinopses dos livros:

(Foto: Divulgação)

Arquitetura do Sim – fragmentos de um diário da Ásia

(novela, 84 páginas, Editora 7Letras)

O diário narra a vida de duas jovens brasileiras no Sudeste Asiático, onde trabalham em pequenas propriedades rurais, trocando serviço braçal por estadia. Após meses vivendo em um bangalô nas montanhas do norte da Tailândia, em meio às plantações de arroz do povo karen, um desaparecimento altera o rumo da viagem. Da venda de chá em Hanói à manufatura na bucólica fazenda de Sinchai, delineiam-se paisagens interiores e transformações do desejo.

Mãos

(novela, 68 páginas, Editora 7Letras)

Este é o diário de uma reabilitação. A escrita com a mão machucada: breve e precisa. Rápida e indolor, a leitura toma a forma de um “jogo da memória”. Diverte quem souber percorrer suas trilhas de repetições, metonímias e jogos de palavras ou, de outro modo, quem quiser se entregar à lentidão, à pacatez. Um labirinto tragicômico de diagnósticos, benzeduras e analgésicos culmina na percepção da dor como um fenômeno vazio, que resiste à significação. Onde linguagem e mundo se confundem, o efeito do que é dito recai não apenas sobre o corpo ou a percepção da protagonista, mas sobre as coisas elas mesmas – conversão ou contágio? Entre o artificial e o orgânico, as mãos do lusco-fusco: meio implantes, meio selfmade. E a narradora nascendo ora de um autoesforço, ora de um encontro com a alteridade, entre a mão machucada e a imaginada.

Local: Espaço Cultural Fêmea Fábrica – Rua Luzitana, 1769, Centro

Horário: das 17h às 21h

(Carta Campinas com informações de divulgação)

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