A Globo sempre lança seu candidato em novembro, um ano antes das eleições

O mundo da política já estava no aguardo do candidato da Rede Globo, que deveria ser lançado em novembro. Batata! Essa estratégia já é uma tradição. A Globo sempre lança o candidato com um ano de antecedência da eleição. E sempre em parceria com outros veículos, como a Veja. É mais ou menos a mesma estratégia desde de 1989, quando lançou Fernando Collor.

(foto divulgação – globo)

E quem apareceu em novembro? Sim, ele, o ‘juiz ladrão’, conforme definiu bem o deputado Glauber Braga (PSOL), em audiência na Câmara dos Deputados.

E por que um ano antes? Essa é uma estratégia de divulgação e de marketing, com prazo bem agendado e delimitado. Em março do ano ano vem, o candidato já vai ter passado por vários veículos do grupo Globo e já vai estar com a candidatura conhecida da população.

Em março se faz uma avaliação inicial e as estratégias para os meses de maior atividade pré-eleitoral. A ideia é que em março ele já tenha passado o segundo colocado nas pesquisas, no caso Bolsonaro.

Aliás, a parceria Globo e Moro já vem de vários anos com o objetivo do lawfare contra o ex-presidente Lula. Tanto a Globo quanto Moro saíram impunes da articulação e perseguição política. Mas Lula recuperou seus direitos.

O problema é que essa primeira parceria Globo-Moro deu tudo errado. Além de Lula estar livre e como candidato, o resultado das eleições de 2018 foi catastrófico para o Brasil e para a própria Globo, que perdeu receita publicitária do governo para as principais emissoras puxa-saco Record e SBT. Essas duas praticamente se tornaram canais ‘oficiais’ do governo. A Globo, no fundo, se danou.

O resultado da parceria Globo-Moro deveria provocar a demissão de toda a cúpula do jornalismo da emissora, tamanho prejuízo que a estratégia provocou. Mas isso não ocorreu porque os donos da Globo são, no fundo, os responsáveis por esse jornalismo. Eles não poderiam reconhecer o erro.

Agora é ver Moro em vários canais ligados à Globo até março. Começando pela dicção do ex-juiz, a parceria tem tudo para dar errado novamente. Mas a princípio a emissora vai de Moro, mas se no meio do caminho surgir outro candidato com potencial, Moro volta para Nova York.

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