Vacina de Cuba contra a Covid atua no trato respiratório para evitar a contaminação

Com atuação desastrosa do governo Bolsonaro na pandemia de Covid-19, o Brasil passou da marca de 530 mil mortos pela doença. Enquanto isso, Cuba, que tem apenas 1,5 mil mortos por Covid, conseguiu desenvolver sua própria vacina contra a Covid-19.

(foto biofarmacuba – div)

A farmacêutica estatal BioCubaFarma, que supervisiona o Instituto Finlay, fabricante do imunizante em Cuba, anunciou que a aplicação de duas doses da vacina contra a covid-19 Soberana 02, combinada com uma da Soberana Plus, alcançou uma eficácia de 91,2% para prevenir a doença sintomática causada pelo coronavírus. Cuba tem cerca de 132 mortes por milhão de habitantes, enquanto o Brasil tem cerca de 2.500 mortes por milhão. Morte por Covid no Brasil é cerca de 20 vezes maior do que em Cuba.

A vacina Soberana 02 iniciou sua fase de ensaios clínicos em 19 de outubro do ano passado e a Organização Mundial da Saúde (OMS) a incluiu em sua seleta lista de imunizantes para responder à pandemia do coronavírus, tendo a vantagem de poder ser aplicado na população pediátrica. Ela combina o antígeno do vírus e o toxóide tetânico. Foi desenvolvida para que a imunidade chegue à mucosa do trato respiratório, a fim de evitar a entrada do vírus. Ou seja, além de evitar o desenvolvimento da doença, busca também evitar o contágio, algo que nem todas as vacinas aplicadas até agora garantem.

A Soberana 02 alcançou ainda eficácia de 75,5% contra a infecção pelo coronavírus, e 100% para sintomas severos da doença e morte. Na (9), a Autoridade Reguladora de Medicamentos, Equipamentos e Dispositivos Médicos de Cuba autorizou o uso emergencial de outra vacina produzida no país, a Abdala, produzida pelo Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia. Em ensaios clínicos, a eficácia de três doses aplicadas do imunizante chegou a 92,8%.

Cuba é o primeiro país latino-americano a desenvolver com êxito uma vacina contra o coronavírus. O país tem grande tradição no desenvolvimento de imunizantes, produzindo 80% do que é utilizado no país, mesmo com o embargo econômico imposto pelos Estados Unidos.

“Avançamos com cinco vacinas candidatas e já temos a eficácia do Soberana 02 e do Abdala a partir de um rigoroso processo que vem sendo realizado. Também estamos começando a medir a eficácia das vacinas a partir de estudos de intervenção e intervenções de saúde. São resultados muito animadores ”, destacou o presidente da BioCubaFarma, Eduardo Martínez Díaz.(Da RBA / Carta Campinas)

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