O documento ‘Tributar os Super-ricos para Reconstruir o País’, que usa como base os dados da Receita Federal, traz um gráfico que mostra como os super-ricos no Brasil praticamente não pagam imposto sobre herança. Enquanto no Brasil, os super-ricos pagam no máximo 8% sobre a herança, nos países europeus esse valor pode chegar a 80%, como na Bélgica. Na Espanha, a tributação da herança dos super-ricos chega 64% e na França, 60%. Na faixa dos 50% estão Alemanha, Japão e Venezuela. Estados Unidos, Grécia e Holanda taxam a herança dos super-ricos em 40%.
O Brasil é um país de impostos desiguais (LINK).
O documento ‘Tributar os Super-ricos para Reconstruir o País’, organizado por entidades e organizações de fiscalização, elenca oito medidas que isentam a carga tributária dos mais pobres e pequenas empresas, fortalece estados e municípios e amplia a contribuição apenas para os 0,3% mais ricos, que atualmente pagam proporcionalmente menos impostos que os demais. O objetivo do documento é estabelecer medidas para auxiliar a reduzir a desigualdade e tornar o sistema tributário brasileiro progressivo.
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