.Por Marcelo de Mattos.
Em 1807, antes de fugir com a corte para o Brasil, o príncipe regente D. João, reinava em Portugal, pois seu irmão mais velho, D. José, morrera de varíola em 1788. Embora já existisse a imunização vacinal, a sua mãe, rainha D. Maria I, a Louca, “por escrúpulos religiosos” não autorizou que o herdeiro natural do trono português fosse vacinado.
Portanto, não nos surpreende a demência ou a incapacidade cognitiva dando vazão à estupidez cínica de movimentos anticiência, a desinformação e o negacionismo intolerante no combate à pandemia do Covid-19.
A recente manifestação do presidente da República no “curralzinho no Palácio da Alvorada”, dizendo que “ninguém pode obrigar a tomar vacina”, é uma forma de reiterar o recrudescimento da inércia, omissão e negligência governamental no combate ao coronavírus. Além de estimular os movimentos conservadores que agem contra os protocolos em defesa da saúde pública e a imunização da população, atua desinformando, impedindo que o Estado assegure o amplo direito à vida, garantindo o acesso universal e igualitário à saúde.
O Plano Nacional de Imunização, criado em 1975, alcançou o reconhecimento nacional e internacional, fornecendo a vacinação da população, de forma gratuita e absoluta, em um dos calendários públicos mais vastos do mundo. A vacinação obrigatória no Brasil tem previsão legal, além de ser premissa do cuidado infantil e dever parental. Nela estão insertas a queda da morbimortalidade de doenças e a maior expectativa de vida, através da proteção individual e bloqueio da propagação em massa de doenças que levem à morte ou a sequelas graves.
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