O médico e vereador em Campinas, Pedro Tourinho (PT), afirmou em rede social que o plano de retomada do comércio estabelecido pelo governo João Doria (PSDB) traz um risco absurdo para Campinas e todo o estado.
O plano de retomada das atividades em São Paulo, consideradas não-essenciais, terá cinco fases. As cinco fases do programa vão do nível máximo de restrição de atividades não essenciais (vermelho) a etapas identificadas como controle (laranja), flexibilização (amarelo), abertura parcial (verde) e normal controlado (azul).
A crítica de Tourinho é que curva de contágio ainda está ascendente em todo o estado e, mesmo assim, o governo do Estado de São Paulo anunciou um plano de relaxamento da quarentena. Classificou as regiões do estado em diferentes níveis de vigilância, com a possibilidade da reabertura imediata de vários setores em Campinas, na capital e em outras regiões do estado.
“As regiões metropolitanas de Campinas e de São Paulo vêm enfrentando uma quantidade crescente de novos casos de COVID19 e de internações hospitalares pela doença nas últimas duas semanas. Nossos hospitais estão cheios. Nossas UTI’s quase lotadas. Continuamos com sérios problemas na testagem e muita subnotificação”, afirmou.
Tourinho lembrou que a OMS (Organização Mundial da Saúde) é clara na definição dos critérios que podem permitir e orientar comunidades em processos de reabertura pós quarentena:
*1.* A transmissão da doença deve estar sob controle, com queda sustentada por um período razoável de tempo do número de novos casos.
*2.* O sistema de saúde deve ser capaz de detectar, testar, isolar e tratar todos os casos e de rastrear todos os contatos de casos positivos.
*3.* O risco em lugares vulneráveis, como instituições de longa permanência, deve ser minimizado.
*4.* Escolas, ambientes de trabalho e outros serviços essenciais devem ter medidas preventivas bem estabelecidas.
*5.* O risco de importação de novos casos deve estar sob controle.
*6.* As comunidades devem estar plenamente educadas, engajadas e fortalecidas pra poderem viver um novo padrão de normalidade, com a adoção rigorosa de medidas de proteção.
“Honestamente não vejo estas condições dadas. Considero um risco absurdo a reabertura, mesmo que parcial, de qualquer setor nesse momento. O sistema de saúde esta próximo aos seus limites e o razoável a ser feito hoje seria intensificar e fiscalizar rigorosamente a adesão ao isolamento, seguir fortalecendo nossa capacidade de testagem, rastreamento e ampliação de leitos. Ao mesmo tempo, medidas de apoio econômico e social deveriam ser muito melhor instituídas”, anotou.
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