.Por Eduardo de Paula Barreto.
Desponta mais um final de ano
É hora de semear planos
Para o novo tempo que se anuncia
E de avaliar as experiências
Que trouxeram à minha existência
Momentos de dor e alegria.
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Escorregam lágrimas de emoção
Que fizeram o meu coração
Palpitar repleto de euforia
Mas também brotaram lágrimas
Que rolaram cálidas
Impregnadas de agonia.
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Conheci pessoas tão abnegadas
Que tornaram menos pesada
A cruz das minhas aflições
E até mesmo aquelas pessoas
Que pareceram não ser boas
Também me trouxeram lições.
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Recebi afagos caucasianos
Negros afagos africanos
E de outras tantas gentes
E todos produziram o calor
Que surge na usina do amor
Que o corpo mortal transcende.
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Sinto-me como lagarta no casulo
Ansiosa para desvendar o futuro
Que está do lado de fora
Esperando que como borboleta
Eu voe e faça a colheita
Do ano que vai embora.
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O ano velho se dissipa
No tempo e nele fica
Guardado como lembrança
Para que possa nascer
O novo ano e assim encher
Esse meu peito de esperança.
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08/12/2019.
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