.Por Susiana Drapeau.
Há um grande problema de linguagem na luta das mulheres para que o aborto seja descriminalizado. E nesse sentido, a cultura machista e conservadora leva uma vantagem semântica inegável.
A ideia de descriminalização do aborto dá sempre a entender que as pessoas que pedem a descriminalização são a favor do aborto. Isso é uma falácia.
As pessoas também são contra o aborto, mas também são contra a criminalização da mulher e de seu corpo.
O que as mulheres deveriam reivindicar é o fim de toda legislação invasiva, o fim de toda a legislação que dita normas dentro do útero. Nesse sentido, a questão do aborto se torna secundária, apenas parte de uma violência cultural muito maior, que é uma legislação que se instala dentro do corpo da mulher.
As mulheres precisam combater como um crime hediondo a criação de leis invasivas sobre qualquer órgão interno do corpo, se de mulheres ou de homens. Uma legislação que violenta o corpo e a alma.
Combater leis invasivas é uma forma de evitar que a mulher seja criminalizada, presa, humilhada, por causa de uma decisão difícil e dramática. Mais que isso, é evitar que mulheres pobres morram ou sofram consequências físicas e psíquicas.
A legislação deve proteger a mulher e ajudar a tomar uma decisão e, não o contrário: estabelecer regras intrauterinas, subjugar, deprimir e constranger a mulher.
Todos são contra o aborto, mas alguns querem leis violentando a mulher, punindo, humilhando. É preciso descriminalizar o útero.
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