O ex-militar Fabrício Queiroz, caixa do clã Bolsonaro, continua em plena atividade, mesmo depois de formalmente exonerado do gabinete de Flávio Bolsonaro há oito meses. Numa gravação obtida pelo jornal O Globo, de junho deste ano, ele indica a um interlocutor como montar um esquema ilegal de caixa dois em gabinetes parlamentares e insinua uma comissão de “20 continho” para o clã Bolsonaro.
“Tem mais de 500 cargos, cara, lá na Câmara e no Senado. Pode indicar para qualquer comissão ou, alguma coisa, sem vincular a eles (clã Bolsonaro) em nada” Em seguida ele afirma: “20 continho aí para gente caía bem pra c**”.
O escândalo Queiroz, apesar de exposto à luz do dia, está com suas investigações paralisadas por decisão do STF e o caixa do clã Bolsonaro prossegue em sua atividade criminosa sem ser incomodado pelas autoridades.
No fim de 2018, o Coaf apontou “movimentação atípica” de R$ 1,2 milhão, em 2016 e 2017, nas contas de Fabrício Queiroz. Oito assessores do então deputado estadual Flávio Bolsonaro transferiram recursos a Queiroz em datas próximas ao pagamento de servidores da Alerj. (Do 247)
Queiroz disse na época que tinha essa movimentação financeira porque negociava carros, mas talvez ele tenha se enganado e, na verdade, ele queria dizer cargos.
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