.Por Eduardo de Paula Barreto.
Surgiram das pelancas muito flácidas
De um corpo exótico claro e aviltante,
No rol da imoralidade, vários súditos,
Com o véu da falácia dos governantes.
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E no horror da desigualdade
Nos unimos para evitar a morte,
Sem outros meios, ó criatividade,
A gente cria do nosso jeito a nossa sorte.
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Ó sátira da Esplanada,
Oficializada,
Alguém nos salve!
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Partiu-se o sonho inteiro do sofrido
Povo cuja esperança desaparece
E percebeu-se ir pro beleléu o sonho íntimo
De ver um brasileiro que o voto merece.
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No instante em que a sórdida malvadeza
Do reles, torpe e inválido moço
Que venceu o pleito na safadeza….
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Mas que roubada,
Nunca se viu
Roubarem tanto no Brasil,
Ó sátira da Esplanada.
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A esses filhos tortos
Que esta terra pariu
Ofereço uma bala
De fuzil.
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