Lilian Camelli, Ñandutís (Foto: Divulgação)
Um dado interessante do concurso público, aberto recentemente pela Prefeitura de Campinas, é a baixa relação candidato/vaga entre os médicos, de diversas especialidades. A relação na área de medicina é muito inferior a outras profissões que exigem formação superior, mesmo em uma das principais cidades do país. Em alguns casos, a concorrência entre os médicos chega a ser 100 vezes menor do que entre outras profissões.
A maior concorrência no concurso entre os médicos é de 28,5 candidatos por vaga, na área de clínico geral. Pediatra, por exemplo, a concorrência é de 11 por vaga. Já ginecologista tem a menor taxa, apenas 7 candidatos por vaga.
A diferença é estrondosa entre outros profissionais com formação superior. Dentista, por exemplo, são 1 mil candidatos por vaga; engenheiro civil (758 por vaga), enfermeiro (1.389 por vaga), farmacêutico (968 candidatos por vaga), arquiteto (1 mil por vaga). Os dados parecem deixar claro que o Brasil precisa urgentemente formar mais médicos.
Vale ressaltar que a Prefeitura de Campinas é uma das mais ricas do Brasil e se situa próxima à capital paulista. Está no estado da federação mais populoso, cerca de 45 milhões de habitantes, e tem toda a infraestrutura para atrair médicos ou qualquer profissão.
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