Mais armas = menos negros e mulheres
.Por Carlão do PT.
O Brasil é um país racista e machista. Por enquanto. Pode tornar-se fascista, a depender da ideologia da Presidência da República e seus aliados. É necessário esforço de todo o campo democrático para que essa tendência seja revertida.
Vamos aos fatos. Levantamento realizado pelo Instituto Sou da Paz revela que a proporção de mulheres assassinadas em casa acompanhou o aumento de pessoas com posse de armas.
Em três anos, o número de pessoas com armas cresceu 17,9%, enquanto o aumento de homicídios de mulheres em casa aumentou 26,2%. Isso tudo, antes mesmo do inconsequente decreto do presidente que flexibiliza a posse de armas.
Outro dado alarmante, sobre o qual há anos chamamos a atenção. O Atlas da Violência de 2019 não deixa dúvidas sobre o racismo estrutural em que o nosso País vive. De cada quatro pessoas assassinadas no Brasil em 2017, três eram negras.
A taxa de homicídios de negros e negras chegou a 43,1 para 100 mil habitantes, enquanto a dos não negros fechou o ano em 16 por 100 mil.
Os dados demonstram que houve aumento da desigualdade racial nesse aspecto entre 2007 e 2017, já que a taxa cresceu 33,1% para os negros e 3,3% para os não negros. Apenas entre 2016 e 2017, a taxa de homicídios de negros no Brasil cresceu 7,2%.
Somente em 2017 foram assassinados quase 50 mil negros no país um aumento de 62,3% em relação a 2007 e de 9,1% ante 2016. É um genocídio.
O aumento de violência contra mulheres e homens é crescente. E os dados indicam que quanto mais armas na sociedade mais mulheres e negros serão mortos. Só não vê quem não quer.
O desarmamento, a inclusão e políticas educacionais que priorizem a igualdade são o caminho para reverter essa situação. O lamentável é que a ideologia adotada pela presidência da República vai em caminho contrário. Prioriza a violência, a discriminação e o ódio.
É momento de unir esforços para que o País retome o rumo da Democracia e que as instituições respeitem a independência que a Constituição de 1988 preconiza. Continuamos na luta.
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