Bolsonaro exclui 85% das cidades paulistas e Brasil fica sem 7 mil médicos que atuavam com Dilma

Governo Bolsonaro exclui 85% de cidades paulistas participantes do Mais Médicos

.Por Alexandre Padilha.

Fracasso! Esse é o termo que temos que utilizar, de forma muito clara, para as ações do governo Bolsonaro em relação ao Programa Mais Médicos (criado durante o governo Dilma Rousseff – PT)

(foto agência brasil)

Depois da irresponsabilidade com a saúde do povo brasileiro, criando uma guerra, uma disputa com Cuba, e agredir verbalmente a qualidade dos médicos cubanos, o governo até agora não construiu nenhuma alternativa satisfatória para repor as cerca de 7 mil vagas desocupadas em todos os municípios brasileiros que participavam do programa.

O que é mais assustador ainda são as novas regras propostas pelo governo, de atender apenas vagas em municípios considerados de mais alta vulnerabilidade, excluindo capitais e regiões metropolitanas que eram atendidas dentro das áreas de vulnerabilidade.

O município de São Paulo, por exemplo, não é igual em seu conjunto. Há uma profunda desigualdade na cidade. Convive na mesma cidade de São Paulo indicadores compatíveis com os países mais desenvolvidos do mundo com outros compatíveis a situações de maior pobreza. Não à toa, na cidade de São Paulo, tínhamos cerca de 300 profissionais do Mais Médicos que foram fundamentais para garantir a atenção à saúde na periferia da cidade, nas áreas mais distantes como a Cidade Tiradentes, Parelheiros, Brasilândia.

E essa é a mesma realidade das capitais de nosso País, das regiões metropolitanas, dos municípios médios, que estão absolutamente excluídos no novo propósito do Mais Médicos do governo

Aliás, o levantamento elaborado pelo Conselho de Secretários Municipais do Estado de São Paulo revela que 85% das cidades que participavam do Mais Médicos foram excluídas da nova proposta de Bolsonaro.

Bolsonaro é absolutamente cruel com a saúde da população brasileira, em especial com a saúde da população mais pobre.

Outra crueldade são os quase 2 mil médicos cubanos que estavam no Brasil, haviam constituído família, e que a eles foi prometido que ficando no Brasil seria regularizada sua atividade, iriam poder atuar como médicos, e seguem há cerca de seis meses esperando. Muitos deles buscando outras alternativas para se sustentar, trabalhando como garçom, como motorista, motorista de Uber, enquanto poderiam estar cuidando da saúde do povo brasileiro. (Do Saúde Popular)

* Alexandre Padilha é médico infectologista, sanitarista, professor universitário e deputado federal eleito (PT-SP). Foi ministro de Assuntos Institucionais do governo Lula, ministro da Saúde do governo Dilma e secretário de Saúde da Prefeitura de São Paulo.

Recent Posts

Emicida cruza passado, presente e homenagem aos Racionais em show de sua nova turnê no Multi Arena

(foto divulgação) O que um fã faz para agradecer aos artistas que mudaram sua maneira…

8 hours ago

‘O Fingidor’, inspirado em Fernando Pessoa, faz temporada gratuita em Campinas

(foto ale catan - divulgação) A relação entre identidade, ficção e realidade conduz a trama…

16 hours ago

Brasil vence o fascismo e a ditadura representados pela família Bolsonaro

(foto paulo pinto ag brasil) O resultado das eleições presidenciais no Brasil foi uma derrota…

16 hours ago

Investimento do governo Lula na Unicamp foi 105% maior do que o de Bolsonaro

(imagem reprodução) Entre 2023 e 2025, Universidade recebeu R$ 2,01 bilhões em recursos federais, contra…

1 day ago

Show de Ohpreto, Legado das Aquarelas, faz tributo a Emílio Santiago

Ohpreto (imagem reprodução) Com entrada gratuita, apresentação do projeto “Legado das Aquarelas” celebra a trajetória…

2 days ago

Evento Brasil-Gaza: o que a arte tem a dizer? terá conversa e exibição de dois curtas

(imagem reprodução) Atividade será realizada no dia 27 de outubro, às 12h, no Auditório da…

2 days ago