Exposições ‘Ñandutís e Girassóis’, ‘Horas Insólitas’ e ‘Figur’ são abertas no Subsolo – Laboratório de Arte

Um vídeo, telas à óleo e uma instalação são as várias linguagens de obras de arte que ocupam o Subsolo – Laboratório de Arte. As mostras individuais de arte contemporânea de Lilian Camille, Pama Loiola e Renato Pera tomam o espaço na Rua Proença, 1000, em Campinas, pelas mãos do produtor cultural Danilo Garcia e do curador Andrés I.M. Hernández, a partir deste sábado, 27 de abril, às 11h.

Lilian Camelli, Ñandutís (Foto: Divulgação)

Lilian Camille é uma artista paraguaia que mora em São Paulo. Para esta exposição, ela traz “Ñandutis e Girassóis”. Ñandutí é uma renda tradicional paraguaia bordada. A palavra significa “teia de aranha” em guarani, a língua oficial, indígena, do Paraguai. O laço é trabalhado em tecido que é esticado firmemente em um quadro. Por meio desses desenhos, ela cria suas obras.

Para o curador e crítico de arte Hernández, Camelli arquiteta, a partir de um símbolo, manifestos visuais que como teias de aranha irradiam múltiplas possibilidades interpretativas. “Nessa fluidez e inflorescência entre os Ñandutís e os Girassóis vislumbram-se imagens presentes ou projetadas que constituem prolongamento(s) de realidade(s) particular(es) às vivências semeadas pelos percursos, inicialmente, da artista e posterior e permanentemente, do espectador”, afirma o curador.

Lilian tem em sua formação cursos de pinturas na Itália e na Espanha. Desde 2011, faz parte do grupo de estudos Pintura: Prática e Reflexão com o artista Paulo Pasta, do Instituto Tomie Ohtake. Atualmente, realiza acompanhamento de pintura em grupo com Rodrigo Bivar. Partindo da fotografia e da memória, ela aborda temas como sua infância, os interiores das casas de seus familiares e a questão do feminino em sua terra natal no Paraguai. Sua última exposição individual foi em 2018 na Galeria Estação, em São Paulo, com “Tempos Idos e Vividos” e a coletiva aconteceu este ano com “Tardes de Terça”, no Centro Histórico e Cultural Mackenzie, também em São Paulo.

Pama Loiola, Horas insólitas (Foto: Divulgação)

“Horas insólitas”

Pama Loiola é uma artista visual que transita por diversas linguagens artísticas. Dessa vez, ela apresenta no Subsolo um vídeo com um tema delicado: a morte. Realizado a partir de uma experiência real vivida pela artista, o som e as imagens se misturam e fazem de “Horas Insólitas” um vídeo sensível e original.

Mineira de Sacramento, que mora e trabalha em Campinas desde 1990, Pama se formou em Artes Plásticas e Educação Artística pela Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp), em 1976. Na década de 70 montou o Grupo Albatroz em Ribeirão Preto e durante seis anos estudou estética e análise plástica no ateliê de Pedro Manuel Gismondi. Fez cursos com Antonio Van Acker, Agi Straws, e Bassano Vaccarini. Em 2008, Pama expôs no Museu de Arte Contemporânea de Campinas a obra “Recordações”. Sua trajetória artística acumula participação de 20 salões de arte, mais de 30 exposições individuais e mais de 50 coletivas.

Renato Pera, Figur (Foto: Divulgação)

O paulistano e artista visual multimídia Renato Pera completa as novas mostras no Subsolo, usando e explorando o espaço expositivo, que a princípio foi construído originalmente como uma residência, mas que hoje transformada é uma galeria/atelier/laboratório de arte. A partir disso, o artista se apodera do local e instala sua obra “Figur” com objetos domésticos e materiais de construção mostrando um ambiente “família vende tudo”.

Pera é doutorando, mestre e bacharel em Artes Visuais pela Universidade de São Paulo (USP). Foi bolsista da FAPESP / Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (2015-2016), recebeu o Prêmio Edital Trocas Contemporâneas – Fase 10 (2013), o Prêmio Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais (2012), e o prêmio Destaque do Júri (2007), no 6 Encontro de Artes de Atibaia. Foi ainda indicado ao Prêmio PIPA (2014). Participou das residências artísticas Projeto Piatã, em colaboração com Grupo Aluga-se (Bahia, Brasil, 2012), Red Bull House of Art (São Paulo, 2011) e Programa de Residencias Artísticas Para Creadores de Iberoamérica y Haití en México (2010). (Carta Campinas com informações de divulgação)

Abertura das exposições: Ñandutís e Girassóis, Horas Insólitas e Figur

Dia: 27/04/19 – sábado

Horário: das 11h às 17h

Endereço: Rua Proença, nº 1000 – Campinas (SP)

Visitação: de 29/04 a 22/05/19, de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h, com agendamento pelos telefones (11) 94965-5722

Livre para todos os públicos

Entrada gratuita

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