.Por Eduardo de Paula Barreto.
Navegamos em meio à tormenta
E os ventos que sacodem o barco
Empurram o mar que arrebenta
Buscando a ponta do mastro
Onde tremula a bandeira
Para então removê-la
Destruindo a forte esperança
Que une os passageiros aflitos
Em torno do objetivo
De conquistar a bonança.
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Seguimos com a bandeira desonrada
E sem a figura do comandante
A tormenta levou a ordem hierárquica
Que deveria reger os tripulantes
Que tomando decisões equivocadas
Tornam ainda mais arriscada
A viagem em meio às procelas
E quando tudo parece perdido
Vemos que durante os conflitos
Rasgaram todas as velas.
.
Reside em nós como passageiros
A única chance de redenção
Tornemo-nos todos timoneiros
E conduzamos a embarcação
Lançando ao mar os oligarcas
Que se associaram aos piratas
Que estão por trás dos ventos
Que tentam nos naufragar
Para que possam se apossar
Dos nossos suprimentos.
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