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.Por Eduardo de Paula Barreto.
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O juiz bate o martelo
E determina destinos
Analisando o libelo
Como justo paladino
E a ele se submete
O réu a quem compete
Acatar a sentença
Acreditando que o juiz
Teve como diretriz
A justiça na avença.
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Na condenação o réu chora
Na absolvição ele se rejubila
E o probo juiz vai embora
Com a consciência tranquila
Por ter exercido o seu papel
Sem ter transformado o réu
Em vítima dos seus delírios
E por ter tido como premissa
Que a imparcialidade na justiça
Faz dela a balança do arbítrio.
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A toga para alguns é manto
Mas para outros é disfarce
Que esconde os cancros
Que no fraco caráter nascem
Daqueles juízes indignos
Que fazem uso maligno
Do martelo que deveria ser
Garantidor da ordem social
E não um método pessoal
Para conquistar o poder.
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20/11/2018.
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