‘O Outro Trans-Atlântico’ destaca arte ótica e cinética do leste europeu e América Latina

Imagem: Vladimir Akulinin Black Spiral, 19672017 metal, thread, 61 x 26 x 22 cm

Em São Paulo – A exposição O Outro Trans-Atlântico – Arte ótica e cinética no leste europeu e na América Latina entre os anos 50 e 70 pode ser vista no Espaço Expositivo do Sesc Pinheiros até o dia 28 de outubro.

Com curadoria de Marta Dziewanska, Dieter Roelstraete e Abigail Winograd, a mostra foi organizada pelo Museu de Arte Moderna de Varsóvia em 2017, tendo passado pelo Garage Museum of Contemporary Art em Moscou em 2018.

A exposição examina um breve momento, embora historicamente significativo, na era pós-guerra, quando artistas da Europa Oriental e América Latina compartilharam um entusiasmo por Arte Cinética e Op Art. Essa tendência representou uma alternativa e um desafio para o consenso crítico da arte dominante no Atlântico Norte. Enquanto o Expressionismo abstrato, a Arte Informal e a Abstração lírica reinavam supremos nos centros de arte estabelecidos de Paris, Londres e Nova York, um capítulo distinto da história da arte estava sendo escrito, ligando os pólos de Varsóvia, Budapeste, Zagreb, Bucareste e Moscou com Buenos Aires, Caracas, Rio de Janeiro e São Paulo.

Uma rede de práticas artísticas foi forjada, seus artistas se comprometeram com um conjunto inteiramente diferente de questões estéticas surgidas no contexto de realidades políticas e econômicas análogas. O florescimento da Arte Cinética e da Op Art nessas regiões foi, em grande parte, uma manifestação de fascínio pelo movimento, seus efeitos estéticos e as oportunidades dinâmicas que gerou, criando novas possibilidades para o engajamento do público.

Deste modo, a mostra apresenta obras de mais de 40 artistas e coletivos vindos de ambos os lados do Atlântico, apresentados em uma narrativa que reflete fatos comuns entre seus interesses e intuição criativa. Através de um foco em arte que ultrapassou objetos estáticos e definições claras do papel do artista, o caráter de uma obra de arte e o papel do espectador, a exposição tenta reescrever um capítulo marginalizado da história da arte após a Segunda Guerra Mundial através da uma perspectiva geopolítica diferente.

Em São Paulo, a mostra organizada pelo Sesc SP, em colaboração com o Museu de Arte Moderna da Varsóvia, com o Museu de Arte Contemporânea Garage; Instituto Adam Mickiewicz e com a Casa Sanguszko de Cultura Polonesa, seleciona além das obras originalmente apresentadas em Varsóvia e Moscou, um maior número de obras de arte da América Latina, tendo contado com a colaboração da pesquisadora Ana Avelar.

A entrada é gratuita. (Carta Campinas com informações de divulgação)

Local: Espaço Expositivo (2º andar)
Livre. Grátis.

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