Albergue de Campinas está em situação de calamidade por total falta de água

O Setor de Atendimento ao Migrante, Itinerante e Mendicante (Samim), albergue municipal de Campinas, onde são atendidas cerca de 200 pessoas por dia está desde quarta-feira, 11, sem abastecimento de água.

A situação é de calamidade. Falta água até mesmo para as pessoas beberem. Além disso falta água para o banho, para escovar os dentes e para lavar roupas.

Em 2015, a Comissão Permanente de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Câmara Municipal visitou o local e constatou número de funcionários insuficiente, falta de manutenção nos banheiros, segurança deficitária, acolhimento inadequado de idosos e doentes foram observados no Albergue Municipal (SAMIM). Na foto, vereador Carlão (PT), conversa com usuário durante diligência.

O Samim é um abrigo emergencial que atende pessoas em situação de rua, migrantes, trecheiros e pessoas que fazem, por exemplo, tratamento de saúde e que por algum motivo não têm onde morar e preferem não estar nas calçadas, praças e adjacências. A permanência no local, geralmente é de cinco dias apenas, pois é um serviço de atendimento emergencial.

Com a falta de água também surgem outros problemas como a situação degradante das condições de higiene do espaço. Os vasos sanitários ficam carregados de excremento e urina, as pessoas não podem usar os tanques de lavar roupas e até mesmo os bebedouros estão sem água. Por alguns momentos o abastecimento volta e é logo interrompido.

A administração do local não dá informações aos usuários sobre os motivos da falta de água que compromete a higiene pessoal dos usuários, parte dos serviços prestados e as condições sanitárias do espaço que está sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Assistência Social e Segurança Alimentar.

Como alternativa os usuários estão utilizando banheiros do Sesc (Serviço Social do Comércio) e da Rodoviária de Campinas, que ficam próximas ao local. O albergue municipal fica na Avenida Francisco Elisiário, 240, no bairro Bonfim, região central de Campinas.

A administração e demais funcionários do Samim também não sabem informar até quando o problema persistirá. Um usuário, que não quis se identificar, por medo de sofrer retalhações disse que na noite de quarta para quinta-feira teve de dormir sem tomar banho e sem escovar os dentes. “Tinha um galão de água pra beber mas acabou rapidinho. A gente tá até passando sede”, disse. Além disso há problemas de higiene em todo o espaço do Samim.

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