A contribuição do governo Jonas Donizete e dos vereadores para o caos na saúde

Um pequeno histórico pode mostrar a contribuição do governo Jonas Donizette (PSB) e dos vereadores que apoiam o governo no caos da saúde pública de Campinas. Não é só a prefeitura que deve ser responsabilizada.

A Vitale Saúde foi escolhida pelo governo Jonas Donizette (PSB) para administrar o hospital em abril de 2016, num modelo de privatização da saúde pública, que era vendido como mais eficiente. Em 2015, Jonas e os vereadores da base do governo aprovaram às pressas um projeto que facilitava a presença de OS aventureira.

O modelo de privatização da Saúde no hospital Ouro Verde com a Vitale durou apenas 19 meses. Nesta quinta-feira, o governo Jonas anunciou que romperá o contrato com a Vitale.

A OS Saúde chegou para resolver os problemas de outra OS, a  Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), que administrava o hospital desde 2008, e tinha contrato contestado pelo Tribunal de Contas do Estado. Em 10 anos, o modelo de privatização da saúde pública se mostrou um grande fracasso. Na época,  o vereador da oposição, Pedro Tourinho (PT), alertou sobre o caos que essas organizações levaram para a Saúde de várias cidades.

Em 2016, a transferência da privatização do Hospital Ouro Verde para a Vitale Saúde foi comandada pelo secretário de Saúde, Carmino Antônio de Souza, mas as reclamações de má gestão continuaram. Na época, o secretário Carmino de Souza afirmou que o contrato era “transparente e público” e que ele “sentiu segurança na Vitale Saúde”. Deu no que deu.

Na operação do Ministério Público, o diretor do Departamento de Prestação de Contas da Secretaria de Saúde de Campinas, Anésio Corat Júnior, será exonerado do cargo de diretor e será afastado para responder a um processo no Departamento de Processos Disciplinares Investigatórios (DPDI).

Na casa de Corat Júnior, a Operação Ouro Verde encontrou  R$ 1,2 milhão de reais. Corat Júnior é funcionário de carreira desde 1989 e respondia pelo departamento desde 2012. “Se as denúncias forem comprovadas, ele será demitido por justa causa e responderá à Justiça por seus atos”, afirmou a nota da Prefeitura.

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