Protesto no Hospital Mário Gatti pede mais recursos para a saúde de Campinas

Manifestantes fizeram um protesto na manhã desta quarta-feira, 04 de outubro, no Hospital Mário Gatti, em Campinas.

O ato, em defesa do Hospital,  foi para protestar contra o sucateamento da saúde pública de Campinas e os recentes cortes na verba destinada ao setor.

De acordo com o Conselho Municipal de Saúde (CMS-Campinas), o governo Jonas Donizette (PSB) promoveu neste ano um congelamento de 25% nos recursos da saúde. Além das questões orçamentárias, o CMS-Campinas também protesta contra a falta de profissionais e medicamentos nas unidades de atendimento, falta de manutenção dos equipamentos, parcelamento nos salários dos profissionais do SUS e condições de trabalho precárias.

Em agosto, o CMS entregou ao prefeito um abaixo-assinado com mais de 26 mil assinaturas exigindo a suspensão dos cortes orçamentários e sua participação em uma audiência pública. Até o momento, a audiência não foi marcada e as reivindicações não foram atendidas.

Em nota, o CMS destacou que a redução nos repasses acontece justamente em meio à crise econômica, quando a população mais necessita ser amparada pelos serviços públicos. Para os diretores do Conselho, Campinas vive o pior momento dos serviços de saúde da história da cidade, ocasionado pela falta de profissionais, medicamentos, material de enfermagem e odontológicos.

“O hospital Mário Gatti é um patrimônio para a população de Campinas, e é inadmissível o processo de sucateamento promovido por essa administração. Com o ato de hoje, o Conselho Municipal de Saúde e demais entidades de classe demonstraram a sua representatividade e a sua força, mostrando também que a população não tolera esse tipo de tratamento para um bem público tão importante como o hospital Mario Gatti”, afirmou o vereador Pedro Tourinho, que é diretor do Sindimed (Sindicato dos Médicos de Campinas e Região).

O vereador Carlão (PT) afirmou que, sem recursos para a saúde, a Prefeitura de Campinas fez uma refis para empresas que devem mais de R$ 300 milhões para o município.

Para Casemiro Reis, presidente do Sindimed Campinas, o que está acontecendo com a saúde pública de Campinas é gravíssimo. “A única solução é toda a sociedade se unir para cobrar das autoridades alguma providência. Por isso o ato de hoje foi tão importante. É a vida das pessoas que está correndo risco”, afirma.

O Conselho Municipal de Saúde (CMS-Campinas) tem caráter permanente, com funções deliberativas, normativas, fiscalizadoras e consultivas, e tem como objetivos básicos o estabelecimento, acompanhamento, controle e avaliação da Política Municipal de Saúde, em conformidade com a Lei Orgânica do Município e Leis Federais nº 8.080 e 8.142, constituindo-se no órgão colegiado máximo, responsável pela coordenação do Sistema Único de Saúde no município de Campinas.

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