Texto de Angélica Liddell, inédito no Brasil, a peça conta a história de Hipólito, que aos 12 anos resolve se vingar dos pais pelos maus tratos por ele sofridos. Filho da esquálida enfermeira Thora e do pálido dentista Senderovich, Hipólito assume diversas figuras alegóricas em cena: a de um mestre de cerimônias, a de seu pai já morto e a dele mesmo na infância.
Apresenta a sua vida e a de seus pais, retomando os momentos de sua história para questionar, julgar e condenar a dor que sente, as feridas ainda não cicatrizadas. Sobrevivente aos abusos que sofreu durante a infância, chega aos 12 anos com um propósito claro, vingar-se. Hipólito conta sua história a partir dos antecedentes de seu nascimento, conduzindo o olhar do público para a profundeza da sua dor. E mais uma vez, como um apresentador de um circo de horrores, expõe para a plateia os dois “monstros”. Dispara em cena a sua mordaz ironia e incita o próprio público às suas monstruosidades latentes, tão camufladas por vidas “decentes e confortáveis”.
Mais informações pelo site da Oficina Cultural Oswald de Andrade. (Carta Campinas com informações de divulgação)
Autora: Angélica Liddell; Tradução: Aimar Labaki; Direção: Reginaldo Nascimento. Elenco: Alessandro Hernandez e Amália Pereira.
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Duração: 80 minutos.
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