A divulgação dos dados de maio sobre criminalidade no Rio de Janeiro pelo Instituto de Segurança Pública mostra a insistência de um modelo de desigualdade social e repressão policial que só piora a violência.
Os dados mostram que houve um aumento nos crimes contra a vida em relação a maio de 2016. Chamada letalidade violenta, a soma das mortes registradas em homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e homicídios decorrentes de oposição à intervenção policial aumentou 14,4%, chegando a 541 casos em maio deste ano.
De janeiro a maio de 2017, 2.942 pessoas foram vítimas desses crimes no estado, um aumento de 414 mortes, ou 16,4%, em relação a 2016.
A maior parte, 2.329 pessoas, foi vítima de homicídio doloso, um aumento de 11% em relação a 2016. Em números absolutos, houve 230 homicídios dolosos a mais que nos mesmos meses do ano passado.
O crime de latrocínio (roubo seguido de morte) também aumentou, de 89 casos no período acumulado em 2016 para 120 casos nos primeiros cinco meses de 2017 – um crescimento que chega a 34,8%.
No caso dos homicídios decorrentes de ação policial, houve um aumento ainda maior, de 47,7%. Em relação aos primeiros cinco meses de 2016, o estado registrou 155 mortes a mais este ano, chegando a 480.
Já a lesão corporal seguida de morte caiu de 15 casos em 2016 para 13 casos em 2017. O número de policiais civis e militares mortos em serviço também teve queda, de 15 para 14.
Os homicídios culposos no trânsito cresceram nos primeiros cinco meses de 2017, de 709 para 848 casos – o que corresponde a uma alta de 19,6%. Essa ocorrência não entra no somatório de casos que compõem a letalidade violenta.
No mês
Apenas em maio, foram comunicados 424 homicídios dolosos no estado do Rio de Janeiro, um crescimento de 14,9% em relação a maio de 2016. O mês teve 19 vítimas de latrocínio e 97 mortos em intervenções policiais.
Foi registrada a morte de um policial em serviço em maio e um caso de lesão corporal seguida de morte. No trânsito, foram 181 homicídios culposos. (Carta Campina/ Agência Brasil)
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