‘Chorume’ busca construir dramaturgia a partir de palavras descartáveis ou descartadas

Em São Paulo – De 1 de julho a 13 de agosto, será apresentado no teatro do Sesc Bom Retiro, o espetáculo teatral “Chorume”.

Sendo o ponto culminante da trilogia Placas Tectônicas, “Chorume” propõe a radicalização de uma pesquisa que se origina no desejo de representar no palco, aspectos da realidade que não pareçam de imediata jurisdição do teatro.
“Chorume” retoma, em muitos momentos, a lógica de colagem e justaposição de “Não nem nada”, desta vez com uma fonte de pesquisa mais concreta: todo tipo de literatura imprópria para o palco (livros de autoajuda, manifestos políticos, bulas de remédio, placas de trânsito, romances água com açúcar, etc.). Também volta o ritmo acelerado e caudaloso, conduzido por seus atores-jogadores plenos de vitalidade cênica, convidando o espectador a assistir o espetáculo com a mesma presença pulsante.

Já de “Ãrrã”, empresta-se a observação das minúcias do cotidiano, como no derradeiro ato da peça, onde os atores encenam uma paródia de palestra motivacional intitulada “Vida: modo de usar”, repleta de pequenos grandes ensinamentos e observações sobre tarefas humanas, de escovar os dentes a ganhar o Prêmio Nobel de Física.

O chorume é uma substância líquida resultante da putrefação de matérias orgânicas: o suco do lixo. “Chorume”, por sua vez, almeja construir dramaturgia a partir de palavras descartáveis- ou descartadas.
Num mundo onde as informações abundam, onde tudo é som, fúria e estímulo visual incessante, “Chorume” almeja reciclar o lixo dramatúrgico, extraindo dele uma dramaturgia que pense e estranhe o espírito do tempo- do mesmo modo que, em alguns aterros sanitários, o chorume pode ser reaproveitado pelo sistema de irrigação. Do material tóxico e impróprio, também se pode extrair fertilidade.

Os ingressos variam de R$ 9 a R$ 30 e podem ser adquiridos nas Unidades ou pelo Portal do Sesc. (Carta Campinas com informações de divulgação)

Texto e Direção: Vinicius Calderoni. Com: Geraldo Rodrigues, Guilherme Magon, Júlia Corrêa, Mayara Constantino, Paulo Vinicius, Renata Gaspar. Assistência de Direção: Nana Yazbek. Cenografia: André Cortez. Iluminação: Wagner Antônio. Figurino: Valentina Soares. Música Original: Mariá Portugal e Miguel Caldas. Designer Gráfico: Laura Del Rey. Fotos: Pedro Bonacina. Preparação Corporal: Fabrício Licursi. Direção de Produção: César Ramos e Gustavo Sanna. Assessoria de Imprensa: Pombo Correio. Produção: Peripécias Produções e Complementar Produções. Espetáculo: Empório De Teatro Sortido

Limite: 4 ingressos por pessoa.
Duração: 70 minutos.
Local: Teatro.
Capacidade: 291 lugares.

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