Na Índia, por conta de seu tamanho, população e diversidade cultural e de idiomas, existem diversas indústrias cinematográficas. A indústria de Bollywood, por exemplo, fica baseada em Mumbai e realiza produções em hindi. Na mostra, há longas-metragens falados em nove dos 18 idiomas oficiais da Índia – Hindi, Bengali, Marata, Bodo, Malaiala, Concani, Tâmil, Canará e Inglês, e de nove regiões, incluindo uma produção de Assam, no nordeste do país, onde se fala a língua Bodo e uma de Goa, falada em Concani e Inglês.
Além da exibição dos filmes, durante o evento, acontecem dois debates ‘O Papel da Mulher’ e ‘Cinema Paralelo x Comercial’ e apresentações de música e dança do país.
Em 14 de junho, às 18h30, o evento começa com a apresentação de Música Clássica Indiana de estilo Hindustani com Sagar Kahahetocando tabla e Fábio Kidesh, sitar. Em seguida, o filme de abertura será ‘Armadilha’, de Jayraj, vencedor do Urso de Cristal e Berlim em 2016, com roteiro livremente adaptado a partir de ‘Vanka’, texto de Anton Tchekhov.
No Dia Mundial da Yoga – 21 de junho – a mostra terá uma programação especial. Sagar Karahe, personal de Ashtanga Vinyasa Yoga e CliziaBosatelli, professora da linha Vinyasa Yoga Flow se reúnem para dar um aulão de yoga no térreo do CCBB SP, seguida de sessão de música clássica indiana de estilo hindustanie. Para encerrar o dia, na sala de cinema, será exibido ‘Sopro dos Deuses’, de Jan Schmidt-Garre, documentário que conta a história da yoga.
A Índia está entre os cinco maiores polos produtores e consumidores de cinema do mundo e apenas uma pequena parte desses filmes é exibida internacionalmente.
Os indianos consomem seus próprios filmes há décadas. O cinema indiano leva para suas salas de cinema (estimadas em 13 mil) as histórias, desejos e aflições de seu povo, construindo um imaginário de forte influência para os padrões sociais do país.
A curadoria da mostra foi realizada pela brasileira Carina Bini e o indiano ShankarMohan.
Carina Bini, curadora da mostra, é graduada em Comunicação Social pela Universidade Estadual de Londrina, atua na área de produção cultural e cinema há 15 anos. Estudou no Pune Film Institute na Índia e realizou o “Laboratório de Roteiro”, no Centro Sperimentale de Cinematografia (CSC) em Roma. Desde 1997, Carina passa temporadas na Índia estudando o cinema e a cultura do país. É curadora, diretora e realizadora de mostras do cinema indiano no Brasil, como o Festival Internacional Cinema e Transcendência, em Brasília que está em sua quarta edição.
O indiano ShankarMohan, formado em cinema, trabalha na área por quase 40 anos. Recentemente, aposentou-se como Chefe e Diretor do Departamento de Cinema do Governo da Índia. Antes disso, dirigiu o Festival Internacional de Cinema da Índia, em Goa (Festival de Cinema Oficial do país) e foi diretor do Instituto Satyajit Ray Film& TV, em Calcutá. Atualmente, ensina, escreve e discursa sobre cinema. (Carta Campinas com informações de divulgação)
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