Por ampla maioria, a assembleia decidiu que, diante da ameaça ao ensino público e aos retrocessos sociais apontados em medidas recentes do governo interino de Michel Temer, a pauta da greve deve incluir temas de abrangência nacional, além das propostas indicadas pelo Fórum das Seis (entidades das universidades paulistas) na atual campanha salarial das universidades públicas paulistas.
A assembleia decidiu também intensificar as mobilizações que têm ocorrido em diversas unidades da Unicamp e realizar manifestações e aulas abertas também fora da Universidade, com o objetivo de debater os temas da greve com outros segmentos da sociedade.
As negociações da campanha salarial em curso foram suspensas unilateralmente pelo Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulista), na segunda-feira, o que levou o Fórum das Seis a propor o indicativo de greve e também as seguintes reivindicações, que foram acatadas por unanimidade na assembleia da Unicamp: “reabertura das negociações suspensas unilateralmente pelo Cruesp e negociações de fato, com base na pauta apresentada há dois meses pelo F6 (Fórum das Seis)”.
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