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Professores da Unicamp fazem nova paralisação nos dias 30, 31 e 01 de junho

Os professores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) decidiram paralisar novamente as atividades por três dias, a partir da próxima segunda-feira, 30, e manter a mobilização iniciada na semana passada, com a realização de ações e debates para discutir o ensino público, o financiamento das universidades estaduais paulistas e a crise política que o Brasil atravessa.

A assembleia foi realizada nesta quarta-feira, 25, e nova assembleia será realizada na próxima quarta-feira, 01, para deliberar sobre os rumos do movimento.

A assembleia docente manteve a rejeição ao reajuste salarial de 3% proposto pelo Cruesp(Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) e aprovou a criação de uma comissão de docentes que auxilie o diálogo entre a administração da Universidade e os estudantes ocupam a Reitoria da Unicamp desde o dia 10 de maio.

Haverá um ato unificado no dia 30 em São Paulo, de modo paralelo às negociações de docentes e funcionários com o CRUESP, além de atividades nas várias unidades de ensino e pesquisa da Unicamp.

As ações e debates sobre a crise política focarão em questões relativas ao impacto direto em direitos básicos, como educação e saúde pública e legislação trabalhista, relacionadas às medidas recentemente anunciadas pelo governo interino de Michel Temer (PMDB).

Em assembleia realizada no dia 17 passado, os professores haviam decidido incluir o debate do ensino público e das questões nacionais na agenda da campanha salarial em curso. Na assembleia de hoje, decidiu-se manter o foco nessas duas questões, “entendidas como não excludentes, mas sim complementares”, segundo a decisão dos professores.

Os professores também consolidaram o entendimento de que as recentes medidas econômicas anunciadas pelo governo interino de Temer representam um desmonte da saúde e do ensino públicos no país, com redução das conquistas sociais da população. Segundo esse entendimento majoritário, os professores das universidades públicas têm a obrigação de discutir e de se manifestar sobre essas questões.

Carta Campinas

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