O pesquisador explica que o instituto Trata Brasil fez uma pesquisa com as 100 maiores cidades. Destas, 20 cidades destacam por terem níveis de atendimento comparados a países mais desenvolvidos, porém, uma boa parte dos 5500 municípios ainda tem um atendimento muito baixo em esgotamento sanitário.
Pedro Scazufca relata que se destacam os municípios no estado de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, que apresentam o atendimento mais avançado. Do outro lado do ranking, das 10 cidades que estão nas piores posições, 3 estão no Rio de Janeiro, algumas no Nordeste e as 5 últimas do ranking estão do Norte do país.
Ele explica que a evolução do saneamento é acompanhada de 3 elementos: “um deles é um bom planejamento, você ter planos municipais de água e esgoto, adequados a realidade daquele município, que busque a universalização do serviço. O outro [elemento] é uma regulação adequada do serviço, agências reguladoras que saibam de maneira adequada definir tarifas e fazer a fiscalização do serviço. O terceiro elemento que é muito importante é a gestão, ter uma gestão adequada da concessionaria de saneamento que busque um bom atendimento, mas também a eficiência”, explica.
De acordo com os últimos dados publicados pelo Ministério das Cidades no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, ano base 2014, o país ainda tem mais de 35 milhões de brasileiros sem acesso aos serviços de água tratada. (Do EcoDebate)
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