Relatório acusa governo Alckmin de violação de direitos humanos na crise hídrica

A Aliança Pela Água, o Coletivo de Luta Pela Água, o Greenpeace e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) divulgaram hoje (13) um relatório em que apontam indícios de violação de direitos humanos na gestão hídrica do estado de São Paulo. O documento foi encaminhado à relatoria da Organização das Nações (ONU) para Diretos Humanos à Água e Saneamento.

Segundo o relatório, houve falta de transparência nas informações sobre os cortes de água, falta de planejamento, superexploração dos mananciais, redução de investimento em tratamento de esgoto, e aumento indevido da tarifa; O documento diz que faltou e ainda falta um plano de emergência para a capital paulista: não há plano destinado a hospitais, escolas, e para órgãos públicos em caso de falta de água e de agravamento da crise.

“O governo tem responsabilidade na medida em que não atendeu aos avisos e aos próprios documentos oficiais que anunciavam a possibilidade dessa crise. [A responsabilidade] vem desde não ter adotado medidas de precaução previstas na legislação e previstas em documentos oficiais, até a forma como lidou com a crise, com falta de transparência, com obscuridade, negando, e até ridicularizando, aqueles que estavam alertando para o perigo”, disse Rafael Poço, da Aliança Pela Água.

Em nota, a Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos do estado disse que o relatório é um documento parcial, sem embasamento técnico e que acusa equivocadamente somente um ente da federação de um problema que atingiu todo país.

“É fato amplamente noticiado que a pior seca dos últimos 85 anos não foi prevista por nenhum instituto meteorológico e que o ano de 2014 foi o mais quente no planeta (Nasa). A combinação de falta de chuvas com temperatura recorde fez com que 24% dos municípios do Brasil (1.320), em 12 estados, decretassem situação de emergência ou calamidade por seca ou estiagem em 2014, segundo o Ministério da Integração Nacional”.

A secretaria ressalta que desde o início de 2014, em razão de obras realizadas pelo governo do estado, o volume de água disponível para a população aumentou em 8,5m³/s, o suficiente para abastecer 3 milhões de pessoas.

“O que os tais coletivos e ONGs não conseguem mudar é que o engajamento da população (mais de 80% aderiram ao bônus), os incentivos financeiros e as medidas e obras emergenciais feitas em tempo recorde pelo Governo do Estado estão garantindo o abastecimento de mais de 20 milhões de pessoas na RMSP [Região Metropolitana de São Paulo], ao contrário do que previram os ‘especialistas’ de plantão”. (Agência Brasil/ Bruno Bocchini)

Recent Posts

PEC Cavalo de Troia do grupo de Flávio Bolsonaro vai destruir o PIB e a vida das pessoas

(foto fernando frazão - ag brasil) A PEC 12/2026 como cavalo de Troia da precarização:…

11 hours ago

Lu Faccini apresenta o álbum Voa Noite, que traz diversidade de temas, ritmos e sonoridades

(imagem cibelle gaidus - divulgação reprodução) Primeiro trabalho solo do multiartista, compositor e produtor cultural…

21 hours ago

Documentário Brincar É Patrimônio reflete sobre brincadeiras de rua

(imagem reprodução) Exibição acontece no dia 9 de junho e destaca as brincadeiras tradicionais como…

2 days ago

Sion & Itamar Duo faz releitura instrumental da música brasileira e do jazz

Sion e Itamar Duo (imagem reprodução vídeo) O projeto Música ADu promove, na quinta-feira, 11…

2 days ago

Ex-deputado que ameaçou Lula e Dilma e atirou em policial recebe multa de 452 mil

O ex-deputado Roberto Jefferson (PTB), que entrou de cabeça na extrema direita bolsonarista, deve ser…

2 days ago

Entidades defendem que pessoas também são patrimônio público

(imagem reprodução mundano grafite) As entidades de professores, servidores e estudantes de São Paulo defendem…

3 days ago