A advogada Beatriz Catta Preta, que firmou acordo de delação com vários invetigados da Operação Lava Jato, afirmou em entrevista nesta quinta (30) ao Jornal Nacional, que o delator Júlio Camargo (ex-cliente dela) apresentou provas de propina contra Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara. “Todos os depoimentos prestados sempre vieram respaldados. Com informações, dados, documentos, provas definitivas. Nunca houve só o dizer por dizer”, afirmou.
Júlio Camargo, em depoimento divulgado pela Operação Lava Jato, afirmou ter pago 5 milhões de dólares ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB).
A advogada conduziu o acordo de delação premiada de nove dos 17 investigados na Operação Lava Jato que decidiram colaborar com a Justiça em troca de penas mais leves.
A CPI da Petrobras decidiu convocá-la para prestar esclarecimentos sobre a origem dos honorários pagos a ela pelos clientes investigados no escândalo da Petrobras. O requerimento de convocação de Catta Preta foi apresentado pelo deputado Celso Pansera (PMDB-RJ), acusado por outro réu, o doleiro Alberto Youssef, de agir na CPI como “pau-mandado” de Cunha.
A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) protestou. Para a OAB, a iniciativa ameaça o direito de defesa no país. Nesta quinta-feira (30), o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, liberou a advogada de ter que prestar esclarecimentos à comissão.
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