Por Paulo Teixeira
Primeiro que os jovens já estavam caídos no chão. Uma polícia menos letal e mais provida de mecanismos de imobilização não usaria da arma de fogo para coibir uma possível fuga naquela situação. Segundo que, bandidos ou não, todos têm o direito à vida. Tanto torcer para que o policial atire contra uma pessoa, quanto o ato de atirar, vão contra esse direito. Se suspeito, o indivíduo deve ser conduzido para investigação e julgamento para então ser punido nos termos da lei.
Esse, infelizmente, não é um fato isolado. Só tomou tamanhas proporções porque foi exibido ao vivo por duas redes de televisão. É comum a juventude ser atingida à queima roupa pelas forças do estado, mesmo sem troca de tiros, como foi o caso. A certeza de que não haverá questionamento ou inquérito sobre a conduta possibilita tais atitudes. É preciso impor mecanismos de investigação sobre a ação do estado. É o que institui o PL 4471/2012. Além de estabelecer o fim dos autos de resistência, obriga a investigação de todas as mortes decorrentes de intervenção de agentes do estado.
Um estatuto do uso da força seria eficiente nesse sentido. Precisamos avançar em direção a uma polícia menos letal. Uma polícia com maior capacidade investigativa, que desarticule o crime organizado e os grandes chefes do tráfico.
Paulo Teixeira é deputado federal (PT-SP)
(foto carlos moura -stf) O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), tentou omitir…
(foto reprodução ICL) Uma reportagem de Alice Maciel do ICL notícias revelou que uma empresa…
"Câmera Obscura", vídeo de Bruno Fernandes (foto divulgação) O que fica depois que a tela…
(foto eduardo carvalho meira de vasconcellos - divulgação) Movimento cultural que marcou o Brasil nos…
(imagem reprodução) Apesar de todas as revelações da relação do senador e candidato à Presidência…
(foto rodrigo argenton - wikimedia commons - ciência ufpr) Com 4,15 metros de altura por…