Microalgas podem tratar dejetos gerados na criação de suínos e produzir biogás

Estudos da Embrapa Suínos e Aves (SC) comprovaram que microalgas podem ser utilizadas com grande eficiência no tratamento dos dejetos suínos e na geração de biogás.

Os dejetos suínos foram vistos nas últimas três décadas como forte ameaça ambiental nas regiões que concentram a produção.

Como as microalgas se alimentam justamente dos nutrientes presentes nos dejetos, elas têm a capacidade de tornar mais eficientes os sistemas de tratamento instalados no campo. Mas esse não é o principal ganho. De acordo com o pesquisador, Marcio Busi da Silva, o que deve revolucionar a forma como os dejetos suínos são vistos é o uso posterior da biomassa de microalgas, gerada a partir dos resíduos da produção. Biomassa é todo recurso originado de matéria orgânica capaz de produzir energia.

O centro de pesquisa da Embrapa analisa o uso de microalgas no tratamento de dejetos suínos desde meados dos anos 1990. A observação das microalgas que naturalmente surgem nas lagoas instaladas na sequência de biodigestores existentes em propriedades rurais no Oeste de Santa Catarina fez com que os pesquisadores da Embrapa optassem por um caminho em especial.

“Hoje, estamos seguros de que as microalgas podem ser usadas para remover os nutrientes nos efluentes de dejetos de suínos. Além de limpar a água, elas podem ser colocadas, por exemplo, no interior do biodigestor para aumentar a capacidade de geração de biogás”, explica o pesquisador

No modelo já testado em laboratório pela Embrapa e facilmente aplicável à realidade da suinocultura nacional, as microalgas são recolhidas e inseridas novamente no biodigestor, aumentando significativamente a geração de biogás. Assim, é possível produzir energia elétrica ou gás em maior volume e constância. “Só essa melhoria já teria um impacto importante, especialmente no Sul do Brasil, em que há uma pressão ambiental maior sobre a atividade”, destaca Marcio Busi.

As microalgas são unicelulares e crescem em água doce ou salgada. Como seu próprio nome diz, são muito pequenas. Tão pequenas que seu tamanho é medido em micrômetros (um micrômetro equivale à milésima parte do milímetro). A estimativa é de que existam cerca de 800 mil espécies de microalgas no mundo. (Com informações de divulgação)

Recent Posts

Entidades protestam em frente à Meta contra manipulação do Facebook e Instagram

(imagem reprodução) Diversas organizações da sociedade civil, entre elas o ANDES-SN (Sindicatos Nacional dos Docentes…

3 hours ago

Sala secreta de sócio oculto de Flávio Bolsonaro é estrutura para compra de imóveis em dinheiro vivo

(imagem reprodução) A Polícia Federal (PF) encontrou uma sala secreta em um hangar no Aeroporto…

3 hours ago

Na reta final para as eleições, Campinas volta a ocupar as ruas nos atos Sextou com Lula e Bora Lula

Bandeiras erguidas na sexta-feira e uma caminhada no sábado vão marcar os últimos dias de…

5 hours ago

Exposição apresenta diversidade da cena cultural de Campinas pelas lentes de 11 fotógrafos

Foto de Marilda Tedesco (divulgação) O Ponto de Cultura Núcleo de Fotografia de Campinas (NuFCa)…

6 hours ago

As Comadres colocam pimenta no forró em show dançante ao ar livre e gratuito

(lu bortolini - foto divulgação) O forró pé de serra ganha voz feminina e novas…

8 hours ago

Solo ‘Quando Falta o Ar’ volta ao cartaz em apresentação única no Teatro Maria Monteiro

(foto firmino piton - pmc) O espetáculo “Quando Falta o Ar”, solo escrito e interpretado…

8 hours ago