Cada obra da exposição foi inspirada na erva consagrada de seu respectivo Orixás. Ferramentas de Orixás, como o arco e a flecha de Oxossi e o machado de Xangô, também foram retratadas para composição do contexto. As pinturas foram criadas em painéis de diferentes formatos conforme o elemento ao qual pertence o Orixá da erva consagrada – fogo, terra, água, ar.
As pinturas onde são retratadas as ervas contemplam os diferentes níveis de observação. Pela observação morfológica, pela microscópica e pela lupa, a singela anatomia de cada uma das plantas é revelada.
Na intimidade celular de cada planta, a artista buscou o axé das forças da natureza. Percorreu seu próprio xirê de criação e agora faz sua oferenda.
Ao retratar artisticamente, de forma quase cientificamente, as ervas pensando nos seus respectivos orixás, a artista, que é doutora em Genética e Evolução e desde 2005 faz cursos de Arte em diferentes ateliês e institutos, conseguiu algo raro e de importância social e beleza indiscutível: o encontro da arte e da ciência com a tradição afro-brasileira.
A abertura da exposição acontece no próximo dia 11, às 12 horas, no Espaço das Artes da FCM. (Carta Campinas com informações de divulgação)
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