Aprovados em Medicina vindos de escola pública aumenta 100% na Unicamp

O número de alunos que passaram este ano no vestibular de Medicina, o mais concorrido da Unicamp, com 145 alunos por vaga, dobrou em relação ao ano de 2013. No vestibular 2014, foram 33,3% oriundos de escolas públicas contra 14,5% em 2013.

33% dos ingressantes em Medicina este ano fizeram escola pública

O percentual registrado de pretos, pardos ou indígenas também cresceu no curso de Medicina, passando de 7,4% no ano anterior para 9,2% no vestibular 2014. Os cinco cursos mais concorridos (Medicina, Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Civil, Midialogia e Engenharia Química) registraram aumento tanto de estudantes de escola pública como de autodeclarados pretos, pardos ou indígenas.

De acordo com informação do portal da Universidade, a Unicamp conseguiu aumentar em 20% o número de ingressantes oriundos de escolas públicas. Neste ano de 2014, a Unicamp recebeu 37% de matriculados vindos de escolas públicas, contra 30,7% no ano passado. A diferença positiva veio graças ao aumento do bônus oferecido a esses candidatos no vestibular através do Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social da Unicamp, o PAAIS.

Ainda de acordo com a universidade, a partir do Vestibular 2014, o PAAIS dobrou os pontos e passou a oferecer 60 pontos a mais na nota final de candidatos da rede pública de ensino e 80 pontos a mais para aqueles que, além de terem cursado ensino médio público, se autodeclararam pretos, pardos ou indígenas. Criado há dez anos, o PAAIS acrescentava, até o ano anterior, 30 ou 40 pontos à nota final dos candidatos de escolas públicas.
O reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge, disse que foram realizados diversos estudos no sentido de verificar a eficácia do programa para a inclusão social na Universidade. Vários desses estudos demonstraram que o desempenho dos estudantes egressos de escolas públicas durante a graduação tem sido igual ou melhor, em muitos cursos, do que o de estudantes não bonificados pelo programa. “Ao comprovarmos que o PAAIS se apresenta como uma excelente metodologia de inclusão que mantém a condição qualitativa dos alunos, percebemos que ele deveria ser intensificado e iniciamos a discussão sobre o aumento dos pontos oferecidos”, esclareceu Tadeu Jorge.

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