(imagem reprodução)
Projeto Risos da Periferia, da Escancara Coletiva, tem duas vagas abertas à comunidade, com bolsa mensal de R$ 464, para nove meses de formação em palhaçada e técnicas circenses no Ponto de Cultura Ibaô
Campinas, outubro de 2026 – As inscrições para a residência artística do projeto Risos da Periferia: Formação e Difusão de Circo Teatro nas Quebradas de Campinas foram prorrogadas até domingo, 18 de outubro. A residência acontece de novembro de 2026 a julho de 2027 no Ponto de Cultura Ibaô, na Vila Padre Manoel da Nóbrega, e oferece duas vagas para artistas e pessoas interessadas da comunidade, a partir de 17 anos. Cada residente recebe bolsa mensal de R$ 464.
Realizado pela Escancara Coletiva, trupe de circo e teatro de rua da periferia de Campinas, o projeto foi contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) no Edital nº 18/2025 do Governo do Estado de São Paulo, voltado a projetos culturais das periferias.
A residência dá continuidade à formação Palhaçadas Malabarísticas, que a Escancara Coletiva realizou de agosto de 2025 a janeiro de 2026 no mesmo Ponto de Cultura Ibaô. Quatro das seis vagas ficam com artistas que passaram por essa primeira formação; as outras duas são abertas agora à comunidade.
A formação é dividida em três módulos de três meses, cada um guiado por um mestre formado pela ESLIPA – Escola Livre de Palhaços, do Rio de Janeiro. O Palhaço Berinjela Trankinas trabalha a relação entre palhaço e plateia e a improvisação na rua. O Palhaço Chungo Malungo conduz as técnicas circenses: malabares, acrobacias e equilibrismo. A Palhaça Tetê Purezempla fecha o ciclo com ritmo, musicalidade e um olhar sobre a palhaçaria feminina.
Os encontros acontecem às quartas e quintas, das 15h às 18h. Ao final, cada residente recebe certificado de 288 horas de formação livre em circo e teatro.
“A gente acredita que a periferia de Campinas precisa ser mais que uma contrapartida, precisa ser um lugar onde o circo e teatro é criado, e os moradores vejam os artistas nos mercados e espaços comuns das quebradas.”, afirma Victor Dessô, palhaço e produtor da Escancara Coletiva.
Cada módulo termina com apresentações abertas e gratuitas: variétés em feiras noturnas e Rodas de Palhaçada em praças da periferia, como a Pista de Skate da Vila Padre Manoel da Nóbrega, a Praça da Juventude (Ouro Verde) e a Praça da Concórdia (Campo Grande). O projeto também prevê oficinas abertas de palhaçada e um mini documentário sobre formação de plateia na periferia, com exibição no MIS Campinas.
O Risos da Periferia conta com o apoio institucional da Prefeitura de Campinas, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo, e do Instituto Cultural ESLIPA – Escola Livre de Palhaços, escola do Rio de Janeiro onde se formaram os três mestres da residência.
Nos territórios, o projeto se apoia em espaços culturais que já são referência na periferia da região. O Ibaô – Instituto Baobá de Cultura e Arte, que sedia a residência, se soma ao Grupo Savuru, à Casa de Cultura Andorinhas, ao Pontão de Cultura Aquarela e à Casa de Cultura Aquarela.
Serviço
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