O Festival “CRIE como quem LUTA”, organizado pelo coletivo feminista Caju Cultura, chega à sua quinta edição nesta sexta-feira, 9 de outubro, e vai até domingo em diferentes espaços de Campinas, com programação 100% gratuita que reúne teatro, dança, circo, cinema, música e feira de brechós. O encerramento será com o show “Acústico da Sereiona”, de Rachel Reis.
Realizado desde 2021 em Campinas, o festival joga luz sobre o lugar da mulher na produção cultural em uma perspectiva feminista, priorizando mulheres em funções de coordenação, produção, técnica e nas atrações do evento. No ano passado, a quarta edição foi latinoamericana e a maior até hoje. Além de Campinas, foi realizada em Peruíbe e contou com participações de artistas de outros países da América Latina.
Seguindo a proposta de levar a cultura produzida por mulheres a diversos espaços e regiões, as atrações do 5º CRIE como quem LUTA acontecem na Sala dos Toninhos na Estação Cultura no Centro da cidade, no Sesc, no Centro de Convivência e no CIS Guanabara.
Outra diretriz que orienta o festival é contemplar teatro, dança, circo e música, além de gestão cultural na atividade formativa. “Ao longo dos anos, fomos experimentando também outras linguagens como cinema, artes visuais, literatura, mas sempre mantendo as quatro linguagens originais. Este ano, por exemplo, não teremos literatura, mas já tivemos em anos anteriores”, diz Júlia Conterno, cofundadora do festival e coordenadora de comunicação. “A ideia é colocar as linguagens em diálogo com metodologia e curadoria, mostrando passos importantes da produção cultural”, acrescenta.
O teatro integra a programação com o monólogo “Gabri[ELAS]”, do Coletivo Mulheres da Vida, espetáculo criado a partir da pesquisa da atriz Fernanda Viacava com a vida e a obra da ativista Gabriela Leite e sua atuação na luta pelos direitos das profissionais do sexo no Brasil. Já no circo, “O Último Show”, de Vick & Greta, traz comicidade e números circenses para contar a história de duas artistas diante do fim de suas carreiras.
Como em todas as edições, desde que foi lançado, o CRIE como quem LUTA promove uma residência artística, abrindo espaço para a criação coletiva. O espetáculo de dança “Sempre Foi um Risco”, do DOBRA Coletivo, é resultado desse processo e faz sua estreia durante o festival. Com orientação cênica de Ana Clara Amaral, a montagem parte do amor para investigar relações, afetos e outras possibilidades de encontro com base em obras de Bell Hooks e Geni Núñez.
Acústico da Sereiona
Entre as atrações musicais, Rachel Reis apresenta o show “Acústico da Sereiona” no teatro do Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes. Em formato intimista, o show revisita canções de seu álbum “Meu Esquema” (2022), indicado ao Grammy Latino, e antecipa faixas de seu próximo trabalho. Natural de Feira de Santana (BA), Rachel é um dos nomes da nova música brasileira, vencedora do Prêmio APCA de artista revelação em 2023. A artista traz em sua música referências do samba reggae, pagodão, arrocha e reggae.
Ainda na música, a comunicadora, pesquisadora musical e radialista Flávia Aguiar, de Brasília (DF), irá apresentar o DJ Set Beira Mundo, com sonoridades periféricas, grooves e suingues intertemporais, reposicionando as beiras no centro.
A programação inclui ainda uma sessão de cinema com cinco produções sob o tema “Vivas, Apesar da Morte”, como parte da Mostra Curta, além da Feira Garimpou, de Ju Viola, que estará presente no segundo dia do evento com uma curadoria de brechós da região.
Além disso, o encontro “Mulheres na pesquisa: como se produz conhecimento na cultura?”, do Feminas, reúne pesquisadoras e gestoras culturais de Salvador (BA, São aulo (SP)m Buenos Aires (ARG) e Peruíbe (SP) para discutir a produção de conhecimento de mulheres nas artes. (Com informações de divulgação)
Serviço
Data: 9 a 11 de outubro de 2026 (sexta-feira a domingo)
Local: Sala dos Toninhos, CIS Guanabara, Sesc Campinas e Centro de Convivência Cultural de Campinas “Carlos Gomes”
Ingressos: entrada gratuita
Mais detalhes sobre a programação: no site e no perfil do Instagram da Caju Cultura
PROGRAMAÇÃO
20h – Gabri[ELAS]
Coletivo Mulheres da Vida
Espetáculo de teatro criado a partir do encontro da atriz Fernanda Viacava com a trajetória e o trabalho de Gabriela Leite, referência na luta pelos direitos das profissionais do sexo no Brasil.
Duração: 75 min
Classificação: 16 anos
Acessibilidade: Libras
Retirada de senhas a partir de 1 hora antes do espetáculo
15h às 21h – Feira Garimpou
Feira com brechós, acessórios, comidas e bebidas.
15h às 21h – Vivas, Apesar da Morte
Instalação resultado da oficina “Graffiti: Corpo, Palavra e Resistência”, realizada pelo coletivo Mamilos Poéticos, com a participação da equipe do festival CRIE como quem LUTA. A partir de poesia, escrita, colagem, desenho, stencil e grafite, as participantes transformam vivências, memórias e afetos em uma criação coletiva que celebra o feminino, a resistência, a ancestralidade e a potência dos corpos e territórios.
Duração: 6 horas
Classificação: livre
16h – O Último Show
Laura Faleiros e Giulia Nina, Cia. Vick & Greta
Duas artistas circenses decidem encerrar suas carreiras, mas a chegada de uma pessoa importante na plateia faz com que tentem provar que ainda têm muito a oferecer. A montagem combina acrobacias, bambolês, equilíbrio e comédia.
Duração: 45 min
Classificação: livre
Acessibilidade: Libras
18h – Sempre Foi um Risco
DOBRA Coletivo
Espetáculo de dança que investiga o amor em suas dimensões afetivas, raciais e sociais, refletindo sobre outras formas de encontro, relação e coletividade.
Duração: 15 min, seguida de bate-papo
Classificação: livre
Acessibilidade: Libras
Retirada de senhas a partir de 1 hora antes do espetáculo
19h30 – Vivas, Apesar da Morte
Sessão da Mostra Curta que reúne cinco filmes que tratam de memórias, ausências, violência e resistência, abordando a morte como perda, herança, marca e transformação.
Duração: 70 min
Classificação: 14 anos
Acessibilidade: Legenda para Surdos e Ensurdecidos (LSE) e janela de Libras
Retirada de senhas a partir de 1 hora antes do espetáculo
20h30 – DJ Set Beira Mundo
Flávia Aguiar
Pesquisa musical que percorre culturas populares e tradicionais de diferentes partes do mundo, conectando brasilidades, africanidades e latinidades.
9h30 às 17h – Mulheres na pesquisa: como se produz conhecimento na cultura?
Com Beth Ponte, Dulci Lima, Marcela País Andrade e mediação de Cassiane Tomilhero
No encontro, as pesquisadoras e gestoras culturais expõem suas pesquisas e abrem debates e reflexões com as pessoas presentes. Este evento é mais uma edição de Feminas, ação vinculada à Rede Internacional de Mulheres pela Cultura e gestoras convidadas que busca ampliar vozes e práticas de mulheres atuantes na área da cultura.
Duração: 2 blocos, das 9h30 às 12h30 e das 14h às 17h
Classificação: 16 anos
Acessibilidade: Libras
Vagas: 30
Inscrições limitadas no local a partir de 30 minutos antes do início
19h – Acústico da Sereiona
Rachel Reis
Show em formato intimista em que a artista apresenta novas versões de músicas de “Meu Esquema” e antecipa canções de seu próximo álbum.
Duração: 60 min
Classificação: livre
Acessibilidade: Libras
Ingressos: on-line e na bilheteria do teatro, das 16h às 19h, no dia da apresentação; os ingressos reservados on-line devem ser validados até 30 minutos antes do show, caso contrário, serão disponibilizados para o público presente
Endereços
Sala dos Toninhos: Rua Francisco Teodoro, Vila Industrial, Campinas-SP
Centro de Convivência: Praça Imprensa Fluminense, s/nº, Cambuí, Campinas-SP
Sesc Campinas: Rua Dom José I, 270/333, Bonfim, Campinas-SP
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