Greve unificada da Unicamp continua com mobilizações

(imagem divugação)

A greve conjunta de professores, servidores(as) técnico-administrativos(as) e estudantes avança gradativamente na Unicamp e já tem um amplo calendário de atividades programado para os próximos dias. Essas informações foram transmitidas por docentes de diversas unidades/institutos da Universidade e pelo Comando de Greve da ADunicamp, durante a Assembleia Extraordinária realizada nesta segunda-feira, 25 de maio, no auditório da ADunicamp. O Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp e o DCE também estabeleceram série de atividades hoje e durante a semana.

O balanço da greve na Unicamp, que foi a pauta central da assembleia, reafirma as informações transmitidas no mais recente Boletim do Fórum das Seis (leia aqui) que afirma: “A greve nas universidades estaduais paulistas se amplia e reforça a exigência de reabertura imediata das negociações com o Cruesp.”

A principal reivindicação das mobilizações programadas para os próximos dias é a reabertura imediata das negociações com o Cruesp, que após a manutenção da proposta insuficiente de reajuste de 3,47%, fechou as portas e não tem atendido os pedidos de uma nova rodada de conversas na mesa de negociações.

“Fechar negociações com universidades em greve é uma decisão que não tem o menor sentido. O Fórum das Seis enviou ofício para o Cruesp, reivindicando uma nova rodada ainda nesta semana, mas ainda não obtivemos resposta”, informou a presidenta da ADunicamp, professora Silvia Gatti (IB).

O Fórum das Seis reivindica uma contraproposta que contemple 4,39% de reposição inflacionária pelo índice do IPCA, mais 3% como início da recuperação das perdas salariais acumuladas desde 2012, totalizando 7,52%. E cobra também avanços concretos na permanência estudantil, nas condições de estudo e trabalho, além de financiamento adequado para as universidades públicas paulistas, que cresceram nas últimas décadas sem a correspondente ampliação de recursos.

O MOVIMENTO

O movimento grevista nas universidades estaduais paulistas mobiliza amplos setores da comunidade acadêmica. Na Unicamp, as três categorias, docentes, servidores(as) técnico-administrativos(as) e estudantes, permanecem em greve. Entre os estudantes, a paralisação atinge praticamente 100% dos cursos.

Estudantes da Unicamp, informou a professora Silvia, já fizeram duas reuniões com a Reitoria para a apresentação de reivindicações, e terão uma primeira reunião de negociações na próxima quinta-feira. “Eles têm uma pauta longa de reivindicações e o fato de as negociações estarem abertas já representa um grande avanço”, avaliou Silvia.

Na Unesp, estudantes seguem em greve e docentes e servidores de diversos campi aprovaram paralisação, o que amplia a mobilização em torno das reivindicações comuns da comunidade universitária. Já na USP, os estudantes mantêm a greve e a mobilização em convergência com a pauta de permanência estudantil dos demais DCEs das universidades paulistas.

AGENDA DE GREVE

O Comando de Greve da ADunicamp, em conjunto com STU e DCE, tem uma ampla agenda unificada de greve, com mobilizações, atos públicos, debates, eventos culturais e atividades políticas em defesa da educação pública, da universidade e das condições de trabalho.

Nesta terça-feira, 26 de maio, ocorre um grande ato público unificado, a partir das 9h, em frente à Reitoria, durante reunião do Consu. A professora Silvia ressaltou a importância do reforço do maior número de docentes no ato. “Muitas das nossas reivindicações têm que ser aprovadas pelo Consu. Daí a importância de estarmos mobilizados e fortes”, avaliou.

A servidora Nuria Infante, servidora do Cotuca, e integrante da Diretoria do STU, que participou da assembleia docente, informou que a categoria já está fortemente preparada para comparecer em massa no ato.

A programação, que se prolongará por toda a semana, prevê a realização de atos e aulas públicas, dentro e fora do campus, apresentações culturais e debates (leia aqui). A agenda conjunta está em permanente atualização e, na assembleia, a diretora da ADunicamp professora Regina Célia da Silva (CEL) apresentou a agenda de Plenárias Temáticas, que acabara de ser elaborada em conjunto pelas três entidades.

São elas:

27/05 — Financiamento das Universidades Públicas e Autonomia Universitária
02/06 — Assédio Moral, Violência Institucional e Adoecimento na Universidade
04/06 — Democracia Universitária, Autonomia e Projeto de Universidade
09/06 — Trabalho Docente, Plataformização e Intensificação do Trabalho Universitário
11/06 — Expansão das Licenciaturas, Formação Docente e Universidade Pública
16/06 — Autarquização do HC-Unicamp, SUS e Defesa da Universidade Pública

Carta Campinas

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