(imagens reprodução video)
Para contornar a crise econômica e a concentração de renda provocada pelo governo de direita de Javier Milei, os argentinos estão recorrendo a carne de burro. A crise do governo Milei levou o consumo de carne bovina no país ao seu nível mais baixo em décadas. A Argentina sempre foi conhecida pelos cortes e pela carne como um dos pratos principais da população. Agora, a carne de burro foi liberada pelo Ministério da Produção de Chubut, órgão governamental da província de Chubut, na Patagônia argentina.
Redes sociais da extrema direita tentam dizer que é fake news, mas a carne de burro surpreendeu pelo preço mais baixo. Comercializada pelo valor muito abaixo da carne bovina, a carne de burro surge como uma solução para consumidores que buscam manter o consumo de proteína animal mesmo com renda baixa. A iniciativa partiu do produtor rural Julio Cittadini, idealizador do projeto “Burros Patagones” e rapidamente encontrou demanda diante da crise.
Historicamente, a Argentina não possui o hábito de consumir carne de equídeos (burros e cavalos), sendo um dos maiores consumidores mundiais de carne bovina. No entanto, a inflação associada à concentração de renda de políticas neoliberais de extrema direita forçou a substituição por carnes mais baratas, como frango, suíno e, agora, burro e até guanaco. A carne de guanaco é um mamífero nativo da América do Sul, pertencente à mesma família da lhama, da alpaca e do camelo.
A carne de burro de Milei é a fila do osso de Bolsonaro, anotou a deputada Jandira Feghali. “Países diferentes, mesma lógica ultraliberal. O bolsonarismo e o projeto de Milei compartilham a mesma aposta econômica, redução do papel do Estado, ajuste duro, mercado acima da proteção social. O resultado é sempre o mesmo, a proteína de qualidade nutritiva sumindo do prato do povo”, anotou.
Dados do banco central da Argentina mostraram que a inadimplência das famílias quaruplicou no governo Milei. Ela subiu para 10,6% em janeiro de 2026, ante 9,3% em dezembro, e apenas 2,8% em dezembro de 2023, quando o presidente Javier Milei assumiu o cargo.
A inflação no governo na Argentina de um mês é praticamente igual à inflação anual do Brasil. A inflação na Argentina encerrou 2025 em 31,5%. A inflação mensal, porém, acelerou de 1,5% em maio de 2025 para 3% em março de 2026, conforme pesquisa de expectativas de mercado do banco central divulgada na quarta-feira (09/04). Apesar de reduzir a inflação que batia 200% ao ano quando entrou, o governo Milei o fez retirando a renda da população. Sem poder de compra da população, a inflação cedeu apesar de ainda ser alta.
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