Campinas recebe neste sábado, 7 de março, o Festival Vivência Indígena, realizado pelo Coletivo Etnocidade. Com uma programação dedicada à valorização das culturas indígenas, da memória e da resistência dos povos originários, o evento reúne mostra e apresentações culturais, oficinas tradicionais, culinária ancestral, venda de artefatos e exibição do documentário “Etnocidade”.
A proposta é criar um espaço de encontro entre conhecimentos, linguagens e experiências que seguem vivas no presente, aproximando o público das vivências indígenas contemporâneas, da arte à espiritualidade e territorialidade.
A realização do festival marca um momento importante do percurso construído pelo Etnocidade nos últimos meses. Antes do evento, o coletivo promoveu o ciclo de palestras Nhande Pame — Somos Um, com encontros em espaços como Quilombo Amarais, Centro Cultural Louis Braille, Feira Empreendedoras Oziel, Faculdade Anhanguera e Unicamp.
As conversas abordaram temas como território, pertencimento, ancestralidade, presença indígena no contexto urbano e os diferentes modos de existir entre o sagrado e a cidade.
Criado por Lu Ahamy Myrym Mbya e Awa Mbarete pataxó camacã, o Etnocidade nasceu com foco em ações de educação e, ao longo do tempo, ampliou sua atuação como espaço de apoio e acolhimento a indígenas em contexto urbanizado em Campinas e região. O trabalho do coletivo envolve uma realidade marcada pela presença de diferentes povos e pela necessidade de fortalecer direitos, vínculos comunitários e reconhecimento cultural também fora das aldeias.
Ser indígena na cidade
Além das oficinas e apresentações, a programação do festival inclui a exibição do documentário “Etnocidade, que apresenta reflexões sobre identidade, território, permanência e o ser indígena no contexto urbanizado.
Na culinária, o público encontrará preparos como peixe, pirão, mandioca cozida, paçoca de banana verde, bolo de milho, bolo de mandioca, doce de banana e farinha — elementos que reforçam a relação entre alimento, memória e tradição.
Mais do que uma agenda cultural, o Festival Vivência Indígena pretende ser um convite para olhar a cidade a partir de outras perspectivas — reconhecendo que as culturas indígenas não pertencem apenas ao passado, mas seguem produzindo conhecimento, arte, espiritualidade e modos de vida no presente. “Esse projeto é sobre pertencimento, identidade, ancestralidade, espiritualidade, sobre amor à nossa cultura”, afirma Mariano M’bya, que integra a programação e a construção artística do evento. (Com informações de divulgação)
Serviço
Data: 7 de março de 2026 (sábado)
Horário: 10h às 18h
Local: sede do Etnocidade
Endereço: Rua Dona Carolina Prado Penteado, 973, Jardim Bom Retiro
Ingressos: entrada gratuita
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