Cali comemora conexão nas redes e lança seu primeiro álbum em janeiro

(foto luiza meneghetti – divulgação)

Encerrando 2025 em uma fase de ascensão, a cantora e compositora independente Cali celebra a conexão com o público e o amadurecimento artístico. Entre Rita Lee, Rosalía e referências da música brasileira, ela constrói seu “pop brasuca” — mistura entre pop, MPB, bachata e funk — e se prepara para um novo ciclo que se consolidará com o lançamento do álbum “Trama”, previsto para janeiro do próximo ano.

“Eu me sinto flutuando, mas com os pés no chão; sortuda por encontrar tantas pessoas que se identificam comigo e com a música que faço”, diz a artista, de 26 anos, nascida em Porto Ferreira e radicada em Campinas, onde se formou em Música pela Unicamp. O single “Fome”, um aperitivo do que vem por aí, já ultrapassou 300 mil visualizações no TikTok e soma mais de 60 mil plays no Spotify. No início de dezembro, ganhou um clipe inspirado em uma sugestão de fã que surgiu com a repercussão nas redes sociais.

“Eu estava recebendo muitas mensagens de pessoas que queriam o videoclipe de ‘Fome’ e postei um vídeo sobre isso. No mesmo dia, as diretoras me procuraram para apresentar o trabalho delas”, lembra a artista. O lançamento funciona ainda como uma retribuição aos fãs que impulsionaram a faixa nas redes.

Cisne Negro

A concepção do audiovisual nasceu da sugestão de um fã no TikTok, que indicou o filme “Cisne Negro” como referência. A partir daí, Cali, Giovana Padovani (co-direção e direção de fotografia) e Calu Zete (co-direção e produção) decidiram transformar o clipe em um curta-metragem com dança, dramaturgia e catarse.

“Queríamos ir além de um videoclipe convencional, fazer algo cinematográfico, que contasse a história da música de forma não literal”, explica a artista. A construção do roteiro também bebe de uma vivência pessoal de Cali durante uma aula de improvisação vocal na faculdade de Música, que inspirou uma das cenas de ápice do vídeo. As gravações ocorreram na escola Kraft Ballet, em Campinas.

Corpo e dança

Para traduzir visualmente a força do single, Cali e a equipe ampliaram elementos já presentes na canção. “O ritmo e a letra da música foram guias. É uma música que chama o corpo, então precisava de dança, de movimento”, comenta. A coreografia é assinada por Beatriz Kizima, que também interpreta a personagem “Sombra”, trazendo um diálogo entre luz e escuridão.

No clipe, Cali percorre três personas que representam fases emocionais de um artista: da ansiedade e exaustão iniciais ao confronto com o próprio lado sombrio e, por fim, a conquista de uma versão confiante e madura. “Aos poucos, ela vai se transformando na última personagem que está pronta para lidar com as dores e as delícias de viver da própria arte”, diz.

O clipe marca, segundo a artista, uma entrega mais profunda e emocional, influenciada por gêneros que sempre amou: “Agora, eu me vejo madura o suficiente para trazer também o meu próprio lado sombrio. Desde nova adoro suspense psicológico e drama. Pensei, por que não me inspirar nisso para construir essa parte da minha estética também?”.

Sobre a artista

Cali atua na cena musical independente desde 2017, unindo influências da música latina, do afrobeat, do pop e da MPB. Além da música, traz referências da dança e da moda, elementos que atravessam sua estética artística.

Já colaborou com nomes como o rapper Inglês, na faixa “Retrato”, e o cantor Kafé, com quem lançou “Sozinha” — canção que ultrapassou 100 mil plays no Spotify e que está produzindo seu primeiro álbum. Também tem uma parceria internacional com o artista português André Regalias, em “SJP”.

Por trás do nome artístico, está Carolina Barcellos Pavão, que escreve desde a infância e encontrou na música um meio de expressar suas raízes e referências culturais. Admiradora de artistas como Miley Cyrus, Rosalía e dos nomes da Tropicália, desenvolveu um som que mescla tradição e inovação. Este ano, encerrou sua formação em Música pela Unicamp com o show “Entrelaçada”, avaliado com nota máxima.

Cultura Carta

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