Categories: Economia Política

Ação sangrenta de Cláudio Castro foi feita sob medida para milícia e para extrema direita

imagem reprodução

A operação do governador Cláudio Castro (PL) contra o tráfico de drogas no Rio de Janeiro, que resultou na morte de 64 pessoas, sendo 4 policiais, além de inúmeros feridos, serviu para muitas coisas, mas em nada para combater o tráfico de drogas.

A declaração de Cláudio Castro, logo após a operação, tentando botar a culpa no Lula e no PT mostrou a velha estratégia da extrema direita: “E o Lula, e o PT, heim?”. Uma estratégia para recuperar o protagonismo na discussão da segurança pública. Fazer uma chacina para conquistar votos culpando quem nada tem a ver com essa lambança.

Até as pedras sabem que essas operações não reduzem nem o crime organizado nem o tráfico de drogas. Elas são feitas há meio século e as organizações criminosas só cresceram.

Deputado preso e Cláudio Castro (imagens reprodução)

Na foto ao lado está o governador Cláudio Castro com o deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias, que foi preso em setembro em uma megaoperação conjunta das polícias Federal e Civil, acusado de ser um facilitador do crime organizado no Rio de Janeiro.

A investigação revelou que o parlamentar ia muito além, atuando como lavador de dinheiro para chefes do tráfico e intermediando a venda de fuzis, munições e drogas para várias facções.

Ao que afirmou o governo carioca, a ação foi feita contra a organização criminosa Comando Vermelho. E nesse sentido ela teve sucesso, porque ela abre espaço para outras organizações criminosas controladas por milicianos e traficantes.

Ou seja, Cláudio Castrou fez operação que matou 4 policiais e 60 suspeitos que não vai resolver nada, a não ser transferir o comando dos territórios do tráfico no Rio de Janeiro. Não é o governo chegando com políticas governamentais nas comunidades, é o Estado do RJ disputando território e facilitando a entrada de outros grupos nos territórios. Para quem a polícia do RJ trabalha ?

Aliás, o Comando Vermelho estava incomodando não só o governador, mas outras organizações criminosas. Segundo Instituto Fogo Cruzado, era a facção que mais conquistava territórios no Rio de Janeiro.

Glauco Cortez

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