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Governo Federal precisa condicionar ajuda ao RS com proteção ambiental rigorosa

(foto ricardo stuckert – pr)

O governo Lula e todos os entes da esfera federal, Câmara e Senado, que estão empenhados em ajudar a população do Rio Grande do Sul, após o desastre ambiental, precisam condicionar a ajudar ao aumento da proteção ambiental, do código florestal, dos rios, das matas ciliares, das encostas etc, de forma a criar um território mais protegido contra esse tipo de evento. Em menos de seis meses, o Rio Grande do Sul sofreu duas grandes inundações e sem proteção ambiental rigorosa, os eventos deverão se repetir.

A bancada do agro do Rio Grande do Sul tem os políticos mais ativos na destruição da proteção ambiental e negacionista das mudanças climáticas, tanto na esfera federal quanto na estadual. O Código Ambiental do Rio Grande do Sul, por exemplo, que levou nove anos entre debates, audiências e aperfeiçoamentos, foi destruído pelo atual governador Eduardo Leite (PSDB) em 2019, primeiro ano de seu primeiro mandato. Seu projeto tirou ou alterou 480 pontos da lei ambiental do estado, deixando o meio ambiente desprotegido.

Recentemente, o deputado gaúcho Lucas Redecker, do mesmo partido PSDB do governador Eduardo Leite, foi relator do Projeto q autoriza desmatamento de 48 milhões de hectares de campos nativos.

O tucano Eduardo Leite passou sua boiada na garupa de 37 votos, ofertados por partidos como PSL, PTB, PSDB, MDB, PP, DEM e outras siglas situadas à direita e centro-direita. Apenas 11 deputados negaram seus votos, todos alinhados à esquerda ou à centro-esquerda. O governador aprovou “um projeto desestruturante, destruidor e prostituinte, porque prostitui a questão ambiental numa liberalização infundada que destrói 10 anos de trabalho”, reagiu Francisco Milanez, então presidente da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), a mais antiga entidade ambientalista do país, fundada por Lutzenberger. “É uma proposta leviana e precipitada. Deixa fazer o que (os empresários) quiserem”, disse.

“Aqui se permite a exploração de área de preservação permanente, sem licença anterior. Acaba-se com a proteção das nascentes. Protege-se criminoso ambiental, inclusive possibilitando que ele ganhe financiamento, se o seu julgamento ainda não tiver transitado em julgado”, atacou o deputado gaúcho Jefferson Fernandes (PT).

As chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul também afetaram a produção agropecuária. Centenas de animais foram mortos, perda de lavouras e estragos de pastagens de inverno são alguns dos danos provocados ao agronegócio do estado. É preciso recuperar a economia do Rio Grande do Sul, mas também a proteção ambiental. (Com informações do BdF)

Carta Campinas

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