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Enredo da Viradouro, campeã no Rio, foi inspirado em livro com coautoria de professor da Unicamp

Aldair Rodrigues e porta-bandeira (fotos divulgação ifch-unicamp e viradouro)

O livro “Sacerdotisas Voduns e Rainhas do Rosário” (da Editora Chão), de autoria do professor Aldair Rodrigues (Departamento de História do IFCH Unicamp) e Moacir Maia (doutor em história social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro), inspirou o enredo “Arroboboi, Dangbé” da Unidos do Viradouro. A escola de samba de Niterói foi campeã do Desfile das Escolas de Samba do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro 2024. A Viradouro teve o melhor desempenho entre as 12 escolas de samba carioca do Grupo Especial: 270 pontos. Foi o terceiro título da escola. O último havia sido em 2020.

Com um samba que homenageia o culto ao vodum serpente, que nasceu na Costa ocidental da África, a Viradouro foi a última escola a entrar na Sapucaí na segunda-feira (12), o segundo dia de desfiles. As outras cinco melhores colocadas foram, nessa ordem: Imperatriz Leopoldinense, Grande Rio, Salgueiro, Portela e Vila Isabel. Elas se juntam à Viradouro para o Desfile das Campeãs, que acontece no Sambódromo, no próximo sábado (17).

Segundo o carnavalesco da escola, Tarcisio Zanon, em entrevista ao Portal Carnavalesco, “a ideia do enredo nasce intuitiva com uma pesquisa que estava fazendo sobre o acotundá, que era a religiosidade de Rosa no Daomé, com um livro do Aldair Rodrigues e do Moacir Maia (“Sacerdotisas voduns e rainhas do Rosário”), de Minas Gerais, que traz as sacerdotisas voduns e me dá inspiração para pesquisar esse assunto. Nós fomos à Bahia, conhecemos o terreiro de Bogum, um terreiro centenário, trazido por Ludovina e a partir daí, começamos a desenvolver esse enredo”.

O professor Aldair Rodrigues comentou a importância de sua pesquisa ter ajudado a inspirar um enredo de escola de samba que foi campeã no carnaval 2024. “Foi muito gratificante saber que o livro contribuiu para que a Viradouro levasse para a avenida o protagonismo de grandes lideranças femininas africanas que construíram esse país. A obra visa superar o estigma e a demonização da religião vodum que foram criados pelo racismo religioso”. (Com informações de divulgação IFCH e Agência Brasil)

Carta Campinas

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