Categories: Geral

Em guerra contra a população pobre, governo do RJ executou 1,3 mil brasileiros pelas ruas em 2022

Rio de Janeiro – Operação policial após ataques às bases das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) nas comunidades do Cantagalo e Pavão-Pavãozinho, em Copacabana. (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Para manter a desigualdade social num dos mais altos níveis mundiais e manter a imbecil guerra às drogas que só aumenta há décadas, o Estado brasileiro está executando pessoas pobres e pretas em um nível nunca visto. Seguindo o caminho do Rio, São Paulo começou no Guarujá as chacinas promovidas pelo Estado brasileiro.

Da Agência Brasil – Em 2022, 1.327 pessoas morreram em ações das forças de segurança do estado do Rio, equivalente a 29,7% de todas as mortes violentas (homicídios dolosos, mortes decorrentes de ação policial, roubo seguido de morte e lesão corporal seguida de morte) registradas no ano, que totalizaram 4.473. Os dados são do Instituto de Segurança Pública (ISP), do governo estadual.

Em algumas áreas, como na região da Grande Niterói, a polícia foi responsável por 47,4% das mortes e na Baixada Fluminense, 33,7%.

Um caso emblemático do ano passado ocorreu no Complexo de Favelas da Penha, em maio, quando 23 pessoas foram mortas por policiais. A ação era para prender chefes do Comando Vermelho escondidos na Vila Cruzeiro.

Para o professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e membro do grupo de trabalho sobre Redução da Letalidade Policial do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Daniel Hirata, a quantidade de pessoas mortas em operações policiais é um dos mais graves problemas da política de segurança pública do estado.

Ele cita, como exemplo, a ação da Polícia Civil e do Bope, em 23 de março deste ano, que resultou na morte de 13 pessoas no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, região metropolitana. Segundo a polícia, a ação era para capturar uma das principais lideranças do tráfico de drogas do estado do Pará, norte do país, que estava escondido na comunidade.

“Não dá para você considerar uma operação policial que termina com 13 mortes uma operação bem-sucedida. Isso é absolutamente inaceitável. Você só pode classificar uma operação deste tipo como desastrosa. O ideal é que a investigação sobre essas mortes seja feita de forma adequada para permitir ao Ministério Público fazer uma apuração adequada do que aconteceu”, disse Harita.

Jacarezinho

A favela do Jacarezinho, na zona norte da capital fluminense, foi palco da maior chacina já registrada na cidade. Em 2021, 28 pessoas perderam a vida em razão de uma ação policial. 

As famílias de 14 vítimas ingressaram com pedidos de indenização por causa das irregularidades cometidas pelos policiais e que levaram às mortes dos parentes.

“A letalidade policial no Rio já é das mais altas do mundo. A Polícia Civil tem uma média de quase cinco mortos por operação. No Jacarezinho, esse número foi superior em aterrorizantes 460%. O crescimento dessa máquina estatal de matar precisa ser freado”, diz o advogado João Tancredo, que representa as famílias. (Douglas Corrêa – Ag. Brasil)

Carta Campinas

Recent Posts

Sonho de voar impulsiona o premiado solo de dança contemporânea ‘Colibri’

(foto mars selva - divulgação) O espetáculo “Colibri”, solo de dança contemporânea criado, interpretado e…

9 hours ago

Feverestival abre venda de ingressos para espetáculos e inscrições para oficinas

"Restinga de Canudos", da Cia. do Tijolo (foto alécio cezar - divulgação) O Feverestival –…

12 hours ago

Estação Cultura recebe a Feira Cult, com mais de 100 expositores, pintura ao vivo e oficinas

(foto divulgação) Campinas recebe nos dias 12, 13 e 14 de junho mais uma edição…

17 hours ago

Operação do Gaeco investiga ligação de policiais civis de Campinas com PCC

(imagem pcsp) O Ministério Público de São Paulo faz na manhã desta terça-feira (9) a…

17 hours ago

Artes Pela Paz: Banda Pretas & Pretos leva a música negra ao palco em show gratuito no CCC

(foto reprodução instagram) A música negra brasileira e a valorização da ancestralidade ganham destaque no…

1 day ago

16ª Semana da Educação debate a construção de relações mais humanas nas escolas

(ricardo lima - divulgação) O Movimento Educação Sempre (MES) realiza, entre os dias 8 e…

1 day ago