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Imprensa agiu como um cartel mafioso contra o professor da Unicamp Marcio Pochmann

(imagem pt org)

A imprensa corporativa brasileira, liderada pelas Organizações Globo, agiu como um cartel mafioso contra o economista e professor da Unicamp, Marcio Pochmann, com o objetivo explícito de atingir e controlar as nomeações do governo Lula. Segundo a lógica do cartel midiático, o presidente Lula não deve dar palpite e nem interferir no Ministério do Planejamento, algo absurdo. Pochmann foi nomeado por Lula para a presidência do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em substituição ao interino Cimar Azeredo. O IBGE faz parte do Ministério do Planejamento.

O interessante é o efeito manada que a pauta lançada pelas organizações Globo teve sobre todos os outros veículos. Parece que há uma ordem de ação conjunta e mafiosa, visto que todos pautaram o tema e todos agiram da mesma forma, atacando o professor da Unicamp e o governo Lula.

Depois do ataque iniciado por colunista das organizações Globo que considera Juan Guaidó presidente da Venezuela, outros veículos como Folha, Estadão, Band e outros foram atrás com latidos estridentes contra Pochmann. Como Pochmann tem qualificação, os ataques foram de viés estritamente ideológicos.

A situação foi tão esdrúxula que entidades ligadas ao meio acadêmico tiveram que manifestar apoio ao economista Marcio Pochmann.

A ADunicamp protestou com veemência contra os ataques, claramente orquestrados, que têm sido disparados por jornalistas, inclusive com nomes de destaque da mídia corporativa, contra a nomeação do professor Márcio Pochmann, do Instituto de Economia da Unicamp, para o cargo de presidente do IBGE.

“Os ataques têm sido feitos sem um mínimo de base técnica ou histórica, uma vez que o professor Pochmann tem uma carreira acadêmica brilhante e uma importante trajetória no exercício de cargos públicos, sem o menor indício ou suspeita de inconsistência ou desvio tendencioso em suas conclusões e decisões”, divulgou.

Em nota oficial, a direção da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FCE/UFRGS), onde Pochmann se formou em 1984, destacou o amplo reconhecimento de sua trajetória acadêmica e profissional.

A Associação Brasileira de Estudos do Trabalho (Abet) também se pronunciou em nota, destacando que foram disseminadas informações desabonadoras da expertise do professor Márcio Pochmann. 

Carta Campinas

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