Fome em casa com criança com menos de 10 anos passou de 9,4% em 2020 para 18,1% em 2022

Bolsonaro não cuida e nem protege crianças e destrói o futuro delas

.Por Alexandre Padilha.

Fome, fim do Bolsa Família, falta de investimento no Programa Nacional de Imunizações, desmonte da Rede Cegonha, desestruturação do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, bloqueio de recursos para material didático, corte de recursos no orçamento de 2023 para saúde, educação e assistência social. É assim que o governo Bolsonaro cuida do presente e futuro dos brasileiros, com crueldade.

(foto de video – art – cor)

Relatório da Rede Penssan mostrou que a fome dobrou nas casas de crianças com menos de 10 anos em um ano, passando de 9,4% em 2020 para 18,1% em 2022. Mesmo assim, o governo Bolsonaro não reajustou para cima da inflação o valor da merenda nas escolas. Logo, as instituições de ensino não têm condição de oferecer alimentos de qualidade para as crianças, o que resulta em grande evasão escolar.

O fim do Bolsa Família trouxe a desestruturação da rede de assistência social e, por consequência, a despriorização do acompanhamento das condicionalidades do programa como a boa frequência escolar e a caderneta de vacinação atualizada.

E por falar em vacinação, o Brasil que já foi referência nacional nas campanhas de imunização, não atingiu em 2020, pela primeira vez no século, nenhuma das metas vacinais dos principais imunizantes em crianças. Não conseguimos atingir a meta de vacinação da pólio, onde sempre tivemos índices maiores de 95%. O governo federal, que tem a obrigação de fazer campanha de vacinação, simplesmente ignora e faz de tudo para atrapalhar o cumprimento das metas.

Os cortes de Bolsonaro no orçamento de 2023 para saúde, educação e assistência social para custear seus aliados no Congresso Nacional ofertando o orçamento secreto é a barbárie completa. A crueldade misturada com falcatrua.

Para o tratamento de câncer foram cortados 78 milhões dos recursos, para a Rede Cegonha são menos 28 milhões, menos 400 milhões para o tratamento de HIV/Aids e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis e Hepatites Virais, menos R$ 1,2 bilhão para o Farmácia popular, confisco de todo o dinheiro das universidades federais e institutos federais do Brasil.

Esses são apenas alguns dos exemplos do descaso deste governo com o povo. Um governo que prioriza sua governabilidade com as emendas do relator (ou orçamento secreto) e abandona os brasileiros que mais precisam.

Um governo que não acredita que o futuro do país é investir em educação. O desenvolvimento de um país se dá em estimular educação e melhores condições de vida para crianças e jovens. Já provamos que o Brasil é completamente capaz de atingir as melhores metas e reconhecimento internacional e vamos provar isso novamente. Um outro caminho para o futuro é possível.

*Alexandre Padilha é médico, professor universitário e deputado federal (PT-SP). Foi Ministro da Coordenação Política no governo Lula, da Saúde no governo Dilma e Secretário da Saúde na gestão Fernando Haddad na cidade de SP.

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